Texto por Daniel Iserhard e fotos por Rômulo Konzen.

 

 

Ontem o CMM cobriu mais um show em parceria com a Abstratti produtora no já tradicional bar Opinião.

 

Dessa vez, quem tocou foi Sublime With Rome. Pra quem não sabe, essa nada mais é que os integrantes da banda Sublime (que teve seu vocalista e líder morto por overdose em 1996) junto com o cantor e guitarrista ROME Ramirez.

 

Quem não lembra o que poderia ser essa banda, fica a dica de uma música conhecidíssima e muito boa dessa banda californiana: SANTERIA. Uma outra bastante conhecida e que OBVIAMENTE também esteve no set list é a divertida What I Got.

 

O som deles é basicamente o que era o Sublime, uma mistura californiana de hard core, punk, ska e reggae. E essa diversidade também era evidente no público de todas as tribos possíveis: surf, skate, rock, reggae, patricinhos e patricinhas, bombados e bombadas e alguns ROCKEIROS RAÍZ. Tinha até gente normal.

 

O bar estava com um bom público o que confesso que me surpreendeu porque não tinha (tínhamos) ideia do alcance deles. Pra uma banda que esteve muito pouco tempo no topo e há muito tempo, é bem surpreendente. E mais, as pessoas acompanharam as músicas muitas vezes. Confesso que quase todas não eram conhecidas por mim.

 

A banda hoje tem o Rome no vocal e Eric Wilson no baixo. Eles são a linha de frente e, podemos dizer que é, LITERALMENTE, de peso.

 

O que me assustou um pouco foi o Wilson, que entrou duro com um cigarrinho na boca, permaneceu ali durante quase o show todo, como se tivesse TRAVADO (não vamos elencar os motivos). Volta e meia surgia mais um cigarro. Parecia que a ideia era terminar logo pra voltar de onde ele veio travado.

 

A cozinha contava com um DJ e  um tecladista/metalista e o batera que já tocou com mais gente nesse mundo do que o Dave Grohl. Josh Freese inclusive esteve no Guns N’ Roses por 3 anos, de 1997 a 2000.

 

Com um leve atraso de 15 minutos o show, que pra mim não surpreendeu, pelo menos animou quem foi lá pra ver os caras. No final, todo mundo saiu feliz, talvez até o Eric.