Guns N’ Roses em Porto Alegre – 2014

 

Por Daniel Iserhard.

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Há uma semana atrás acontecia o segundo show do Guns N’ Roses em Porto Alegre, 4 anos depois do primeiro.

Sendo eu como sou, JAMAIS deixaria de presenciar o show da minha banda preferida (até hoje) e com o cara que foi minha maior influência pra entrar no SUBMUNDO da música: Sr. Axl Rose, também conhecido como William Bailey ou Leôncio.

O mais chocante de tudo é que o show dessa vez foi ainda melhor que o de 2010. O que pode se ver no palco foi um Axl Rose simpático e feliz com o que estava fazendo. A crítica fica por conta do lugar, que era fechado.

Em 2010 o show havia ocorrido no estacionamento da FIERGS, um espaço gigantesco, onde também ocorreria, um ano depois, o show do Aerosmith.

Esse ano a produtora não se garantiu e resolveu vender o show dentro do pavilhão, um espaço infinitamente menor e, como a maioria dos pavilhões mundo afora, tem o problema sério de reverberação excessiva.

Mas enfim, não vim pra comentar a questão técnica.

Os amigos leitores desse blog podem dizer, choramingar, espernear: “Mas esse não é o Guns, é a banda do Axl”.

SIM AMIGOS, mas o Guns não existe sem Axl Rose, o mundo gunner sempre girou, como Axl previu, em volta dele. E ele enche o lugar que tocar. Aliás, o amigo espertalhão tratou de montar uma banda com a cara do Guns antigo. Um guitarrista carismático com uma cartolinha remendada e que corre o tempo todo pra lá e pra cá, que interagiu com a galera, desceu do palco, correu pelo meio do povo (alguém lembra do famoso show de Tóquio ‘92?).

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Na volta, ao tentar subir no palco pela ponta, foi confundido com um fã (????) pelo segurança e no melhor estilo gunner, ao ser puxado pelo supracitado, desferiu 2 socos na cara do pobre homem. E voltou pra tocar. Pra quem ainda não conhece, apresento DJ Ashba.

O baixista é o cara que curte punk rock e que, nos shows, canta covers de punks famosos. Alguém viu Tommy Stinson e lembrou do Duff? Eu sim.

A conta só não fecha porque o batera Frank Ferrer em nada lembra nenhum dos anteriores e há um guitarrista a mais, que eu chamo de Ron "Bumblefoot" Thal, porque ele foge dos padrões antigos e é um segundo “solista”, a metade do Slash que tocava a guitarra double neck, marca registrada do Bumblefoot. Por sinal, foi o cara que arrancou aplausos da galera ao tocar o “tema da vitória” do Ayrton Senna, num arranjo muito louco.

A banda tem na guitarra base o Richard Fortus, a cara, a discrição e o jeito do Izzy. Pra finalizar, o tecladista ainda é o mesmo dos Illusion, o indefectível Dizzy Reed. A banda ainda conta com Chris Pitman nos teclados.

O show começou, como tem sido sempre, com Chinese Democracy, música do último e homônimo álbum. Pra não deixar a galera desanimar (porque sempre tem as múmias que vão pra ouvir “sweet child o’mine e mal conhecem as outras).

Em seguida, começa o riff de Welcome to the Jungle e o pavilhão TREME pela primeira vez. O público fica LOUCO, aproveitando que o calor ainda não tinha ficado infernal (outro problema dos lugares fechados). O show seguiu com mais 2 músicas do Appetite: It’s so Easy e Mr. Brownstone.

A quinta música era uma das mais esperadas e que não havia ainda entrado em outras turnês do novo Guns: ESTRANGED. Sou suspeitíssimo pra falar porque é minha música preferida de todos os tempos e ver o sr. Axl cantar ela ali, na minha frente, foi bastante emocionante. Quando olhei em volta e vi o pessoal chorando, vi que a emoção era generalizada. Alguns (eu) já sabiam que ela viria e seria a quinta, mas pra muitos que não conhecem o GOOGLE, foi uma surpresa. A melhor surpresa que o Guns poderia ter mostrado pros fãs. Foi o grande momento, sem dúvida.

O show seguiu com Rocket Queen, Better, Used to Love her e, nova surpresa: Nice Boys, música da banda Rose Tattoo (isso também muita gente não sabe) e que está no segundo álbum do Guns, o GN’R Lies . O mais incrível é que a voz nova do Axl encaixou perfeitamente nessa música, como as novas costumam encaixar.

Na sequência veio Live and Let Die, This I Love e Holidays in the Sun, cover de Sex Pistols e, obviamente, interpretada pelo Tommy Stinson.

Pra levantar a galera de novo, depois do descanso, Axl volta arrebentando tudo com You Could Be Mine, pra logo depois emendar a música pras moças de vestido curto, salto alto e sem noção: Sweet Chil O’ Mine. Outro momento em que os casais se beijavam e o povo cantava em uníssono e alto, muito alto.

Mais uma jamzinha do pessoal da banda e surgem os roadies carregando o piano. Já se anunciava November Rain, um clássico absoluto e que sempre está presente nos shows. No clima de baladinha e pra fechar a trilogia, vem Don’t Cry. Mais um povo chorando e o refrão cantado por sabe-se lá quantas mil pessoas.

A essa altura, do meu lado já tinha caído a primeira vítima do calor. Pra dar uma acalmada no povo vieram duas do Chinese: Catcher In The Rye e Shackler’s Revenge. Na primeira, Axl, sendo Axl, xinga um segurança, dizendo pra deixar quieto lá embaixo porque estava tudo bem. Esse foi o segundo momento axlroseano. O primeiro foi no começo do show, quando Axl parou uma música pra reclamar do retorno, prontamente arrumado, antes que um microfone pudesse voar. Ao contrário do antigo Rose, como comentei no início, o humor do cara estava ótimo. Logo pediu desculpar pela interrupção e recomeçou a música, o que aliviou muita gente, porque o histórico dele não dá espaço pra tranquilidade quando ele para um show no meio.

O show fecharia com Nightrain, outro clássico do Appetite, antes do bis. Nesse momento do calor, Axl mostrando mais da sua simpatia, jogou vários copos d’água pra galera que passava um calor já infernal.

O esperado bis veio com outros dois clássicos. Quando os guitarristas chegaram com violões fazendo uma jam, já sabíamos que era Patience, “a música do assobio”, como dizem os mais incautos.

Pra finalizar, não podia ser outra que não Paradise City, momento em que a FIERGS tremeu como em Welcome To The Jungle. A música, que já tem pegada, contou com a correria da banda pelo palco, com o público pulando o tempo inteiro e com canhões de papel picado e gelo seco. O final apoteótico que um show do Guns N’ Roses merece que ainda teve como cereja do bolo, o microfone atirado pelo Lêoncio pra galera.

Desafio UMA PESSOA que tenha ido ao show, dizer que não curtiu MUITO. A propósito: viúvas do Slash, não me incomodem.

PodCast #137 – Quem Matou Kurt Cobain?

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Vitrine Morte Kurt

No 137º episódio do Podcast mais Rock’n Roll da internets, Metal, Daniel e Daiara discutem sobre a morte de Kurt Cobain, analisando a teoria da conspiração e todas as possibilidades deste caso deveras estranho.

Duração: 76 minutos.

Arte da Vitrine: Rômulo Konzen.

Comentado durante o podcast:

Podcast #57 – Kurt Cobain.

Trilha sonora do podcast (na ordem):

*Nirvana – You Know You’re Right
*Nirvana – Lithium
*Nirvana – All Apologies
*Nirvana – In Bloom
*Nirvana – Stay Away
*Nirvana – Oh, Me
*Nirvana – Breed
*Nirvana – Smells Like Teen Spirit

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PodCast #136 – Queen: News Of The World

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podcast136

No 136º episódio do Podcast mais Rock’n Roll da internets, Metal, Daniel e Douglas batem um papo sobre este álbum do Queen, analisando faixa por faixa.

Duração: 71 minutos.

Arte da Vitrine: Talles Garcia.

Comentado durante o podcast:

Podcast #09 – Queen.

Podcast #19 – Quanto Vale o Show?

Trilha sonora do podcast (na ordem):

*Queen – We Will Rock You
*Queen – We Are The Champions
*Queen – We Will Rock You
*Queen – Sheer Heart Attack
*Queen – All Dead, All Dead
*Queen – Spread You Wings
*Queen – Fight From The Inside
*Queen – Get Down, Make Love
*Queen – Sleeping On The Sidewalk
*Queen – Who Needs You
*Queen – It’s Late
*Queen – My Melancholy Blues

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PodCast #135 – Conversa de Saloon Nº14

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Vitrine Saloon 14

No 135º episódio do Podcast mais Rock’n Roll da internets, Metal, Daniel, Douglas e Henrique Machado (Troca o Disco) conversam sobre as últimas notícias do mundo do Rock N’ Roll.

Duração: 60 minutos.

Arte da Vitrine: Rômulo Konzen.

Comentado durante o podcast:

Troca o Disco.

Música nova do Metallica.

Courtney Solves.

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Kiss e a Novela do Rock N’ Roll Hall Of Fame

Por Rômulo Metal.

KISS

E aí, headbangers, hippies, grunges, punks, góticos e pessoas de merda que leem essa bagaça! Hoje estou aqui para fazer um post diferente, não indicarei banda, nem álbum e muito menos falarei sobre alguma curiosidade do mundo da música. Como grande fã da banda Kiss, hoje apenas deixarei vocês por dentro da já saturada novela da banda com o Rock N’ Roll Hall Of Fame, e darei minha opinião acerca dos ocorridos.

Aos leitores menos informados, o Rock N’ Roll Hall Of Fame é um museu e uma instituição fundados com o intuito de registrar a trajetória dos mais influentes músicos e grupos do Rock. Desde 1986, artistas são incluídos no Salão da Fama em um evento anual que rola em Nova York, EUA.

(Sede do museu, Cleveland, Estados Unidos)

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Para uma banda ser indicada ela precisa ter lançado seu primeiro álbum há no mínimo 25 anos, e para ser de fato incluída no Salão da Fama, tem que receber no mínimo 50% dos votos (a votação é feita por um comitê fechado de organizadores do Rock N’ Roll Hall Of Fame).

(Kiss – Kiss – Lançado em 1974)

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Tendo essa regra em mente, o Kiss já poderia ser induzido desde 1999 (ano em que seu primeiro álbum, o homônimo, de 1974, completou 25 anos, e curiosamente o ano em que o Kiss estava com sua formação original fazendo reunião), porém a indução nunca havia acontecido até agora, em 2014.

Como o Kiss é uma das maiores bandas de Rock do mundo, e como o ego e a sede por grana do Gene Simmons (baixista/vocalista/empresário) também são dos maiores do mundo, desde 1999 o Kiss vem trocando FARPAS em entrevistas com os organizadores do Rock N’ Roll Hall Of Fame.

Possivelmente chateados por não serem induzidos nunca, os integrantes do Kiss frequentemente falavam mal da instituição, alegando não ter significância nenhuma, e dando ênfase sempre às controvérsias do Hall Of Fame, como por exemplo artistas como Bob Marley, The Jackson 5, Madonna, ABBA, entre outros que claramente não tocavam/tocam rock já terem sido incluídos.

Bom, como desde muito tempo o Kiss diz em entrevistas estar pouco se fudendo ignorando o Rock N’ Roll Hall Of Fame e que não faziam questão de participar, eu como fã esperava que no dia em que fossem induzidos a banda ignoraria o fato de forma magistral. Eis que do alto de minha tolice sou surpreendido neste ano com a tão aguardada indução do Kiss, e vejam só, a banda não só topa participar do evento como começa toda uma novela em cima da apresentação que deve rolar durante o cerimonial.

(Formação original)

Kiss (1)

Resumirei a epopeia pra vocês:

Informações básicas para quem não é fã ou não conhece o Kiss:

Formação original e clássica: Gene Simmons, Paul Stanley, Peter Criss e Ace Frehley.

Formação atual: Gene Simmons, Paul Stanley, Eric Singer e Tommy Thayler.

Donos da banda: Gene Simmons e Paul Stanley.

Como de costume durante a cerimônia, a banda induzida se apresenta tocando algumas de suas canções, o que deixou os fãs em polvorosos acreditando que o grupo se apresentaria com sua formação original e clássica, que incluem o batera Peter Criss e o guitarrista Ace Frehley (ambos comentaram em entrevistas que topariam fazer a apresentação). Porém, Gene e Paul negaram a participação dos membros originais, alegando que eles já fizeram sua parte da banda, e apesar de terem sido essenciais para o Kiss ter chegado onde chegou, há muitos anos não fazem mais parte da formação e outros integrantes tem colaborado para a carreira do grupo prosperar.

Situação: Kiss se apresentará com a formação atual e não clássica.

Eis que, numa cartada surpresa, os organizadores do Rock N’ Roll Hall Of Fame informam que o Kiss está sendo induzido DEVIDO a FORMAÇÃO ORIGINAL, e que os demais integrantes das outras diversas formações da banda não estão incluídos na indução, ou seja, Eric Singer, Tommy Thyler e os antigos membros como Eric Carr, Bruce Kulick e Vinnie Vincent ficarão de fora da festa!

*Atualizando – Situação: Kiss NÃO se apresentará com a formação atual.

Então Gene Simmons e Paul Stanley ficam deveras NERVOSOS com isso e rebatem alegando favoritismo nas decisões do comitê de organização do evento, como por exemplo perguntar ao Grateful Dead quantos membros eles gostariam de induzir e incluir até um compositor que nunca fez parte da banda.

*Atualizando – Situação: Kiss IRÁ se apresenta com formação atual.

Diante disto um dos organizadores e membro do comitê responde o motivo da exclusão das outras formações do Kiss com as seguintes palavras: “Não se trata de uma ciência exata. Podemos induzir toda uma trajetória em algumas vezes, mas em outras, só um momento em especial, responsável por firmar a banda. Ninguém do conselho do Hall Of Fame discordou que fosse só pela formação original. Os outros membros são grandes músicos, mas usam os mesmos personagens de Ace e Peter. Não criaram novas maquiagens, nem tocam outras músicas.”.

Porém, Eric Carr não usava o mesmo personagem que Peter Criss e esteve na banda por 11 anos, até falecer. E Eric Singer e Tommy Thayler gravaram 2 discos com o Kiss, ou seja, eles tocam SIM outras músicas.

(Eric Carr)

                               Eric Carr 1

*Atualizando – Situação: Kiss finalmente se cansou e ninguém vai se apresentar durante a cerimônia, nem formação original e nem atual.

Essa é a situação HOJE, dia 20/03/14, dia em que esse post foi escrito, a cerimônia acontecerá em abril, então não me surpreende se até lá tudo mudar.

Agora a opinião deste que vos escreve: Pelo amor de Deus, Gene e Paul, criem vergonha nessa cara! Não deveriam nem aparecer na cerimônia depois de todas entrevistas que deram falando mal da instituição e de seus métodos, quanto mais armar essa novela toda! (ps: tudo isso que narrei pra vocês aconteceu simultaneamente com mais infindáveis entrevistas de vários membros da banda e especulações, ou seja, a novela foi gigantesca, tomando uma proporção ridícula). O Rock N’ Roll Hall Of Fame se mostra cada vez mais desinformado e menos sério, dando razão a todas as acusações que o Kiss fez durante os anos, e mesmo assim os filhos da mãe aceitam participar da cerimonia e participam desta LADAINHA toda! Kiss é minha banda favorita, mas tem vezes que dá vergonha de assumir isso.

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