Bigelf – Primeiras impressões

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por Cassiano Becker

Daí chega a hora dos e-mails no podcast #80 e um honorável ouvinte fala de uma tal de Bigelf. “A banda soa como uma mistura de Black Sabbath e Pink Floyd”, diz ele. Inicialmente, sou tomado por uma onda de incredulidade e desconfiança. Entretanto, fui convidado por nosso excelentíssimo patrão, Rômulo Metal, justamente para falar de bandas novas ou que estão fora desse círculo de bandas clássicas e “de fácil acesso”.

Pronto! Meu segundo post no CMM e, graças ao Moacyr Andrade, já tenho a oportunidade de falar de bandas que conheci através do site.

“Uma mistura de Black Sabbath e Pink Floyd”, de fato, é uma declaração forte. A expectativa em relação ao som dos caras é BASTANTE alta. Logo de cara, você vê: as referências realmente estão lá.
Madhatter não foi a primeira música da banda que eu escutei, mas foi aquela que comecei a ver mesmo as influências citadas pelo Moacyr. Sendo a 1ª música do álbum Hex, de 2003, a faixa transborda Ozzy Osbourne.


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Continuei escutando a banda por dois motivos:
1º – Queria ver a parte Pink Floyd da banda (pago pau pro Pink);
2º – O som dos caras é bom. Realmente bom.

Autodeclarada uma banda de prog, a Bigelf bebe mesmo de grandes fontes do rock e foi na Burning Bridges, também do álbum Hex, que tive a sensação de Pink Floyd pela primeira vez:


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Fui passando pelos álbuns, escutando as faixas e procurando as influências de outros clássicos, mas foi na The Evils of Rock n’ Roll, do álbum Cheat the Gallows, de 2008, que encontrei a minha faixa favorita da banda.


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Essas situações de comparar com as bandas das antigas, por vezes, nos enchem de uma expectativa que estraga tudo. Porém, no caso da Bigelf, é legal ver traços tão marcantes de bandas clássicas – e que, pra falar a verdade, deveriam ser referências para quase todo mundo -, mas sem perder a identidade.

É um caso como o da Ghost, que já comentei aqui no CMM. A banda pega várias características fodas, dos grandes clássicos, e assimila ao seu som. Não temos a formação de novos estilos, mas a criação de sons originais a partir da mistura dos estilos antigos.

Misturando estilos clássicos e assemelhando-se às grandes bandas das antigas, a Bigelf consegue encontrar uma personalidade própria, marcar seu espaço e trazer mais do bom rock n’ roll.

Para quem se interessou pela banda, sugiro curtir, também, as faixas:
No Parachute
Blackball
Money, It’s Pure Evil
I, the Jury
Rock n’ Roll Contract

P.S Boa notícia: eles estão gravando novo álbum.

Let’s play PROG ROCK!

PodCast #80 – Batalha de Bandas

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No 80º episódio do Podcast mais Rock’n Roll da internets, Metal, Daniel e Douglas travam uma batalha de bandas. Em um papo bem descontraído e informal, decidem com argumentos duvidosos e inválidos quais são as melhores bandas. Descubra qual banda deveria ter sofrido um acidente. Divida o coração de um fã de Black Sabbath. E divirta-se com fãs tendo chiliques.

Duração: 57 minutos.

Arte da vitrine: Rômulo Konzen.

Comentado durante o podcast:

Canal no youtube de Thiago Campos.

Canal no youtube da banda Bad Salad.

Trilha sonora do podcast (na ordem):

PS: A trilha sonora deste episódio foi escolhida pelos ouvintes, em uma brincadeira feita na Fan page do Crazy Metal Mind.

*Pink Floyd – Paint Box (Escolha de Miguel Marques)
*AC/DC – Hells Bells (Escolha de Thiago Kansao)
*Lynyrd Skynyrd – Free Bird (Escolha de Eduardo Amorim)
*Rancore – Samba (Escolha de Miguel Marques)
*Lita Ford – If I Close My Eyes Forever (Escolha de Diênifer Schmitt)
*Motorhead – Killed By Death (Escolha de Leandro Pereira)
*The Doors – Love Me Two Times (Escolha de Miguel Marques)
*Pearl Jam – Animal (Escolha de Leandro Pereira)
*Pink Floyd – Sorrow (Escolha de Luiz Fernando S Almeida)
*Led Zeppelin – Rock’n Roll (Escolha de Luiz Fernando S Almeida)
*Joan Jett – Bad Reputation (Escolha de Ariane Rebelato)

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10 Músicas Para Conhecer Johnny Cash

Por Rômulo Metal

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E aí Headbangers, Hippies, Grunges, Punks, Góticos e pessoas de merda que leem essa bagaça! Ultimamente tenho me espantado com o numero de pessoas que não conhecem Johnny Cash, ou que só o conhecem de nome, mas nunca ouviu nada. Indignado com essa situação e aproveitando que nesta semana nosso querido Johnny estaria completando 81 anos caso estivesse vivo, venho com uma lista MAIS do que ESPECIAL, com 10 músicas para você que não conhece esta lenda, e quer conhecer.

Sempre é bom lembrar que isto é uma LISTA, e NÃO um top ou ranking, a ordem não interfere em nada, está apenas em ordem alfabética.

1 – Ain’t No Grave:

Nada melhor para começar, do que com está MARAVILHA. Pode-se ter uma noção da incrível voz de Cash, e da levada um tanto quanto texana que ele dá para a maioria de suas músicas. Vale lembrar também que está música foi incluída no filme Django de Tarantino e está tão bem colocada que causa arrepios.

 

2 – Flesh And Blood:

Já com um ar mais “alegrinha” e com uma levada mais “aconchegante” temos Flesh And Blood, um clássico do Joãozinho Grana.

 

3 – Folsom Prision Blues:

Outro grande clássico é esta canção, que fala sobre o tempo em que esteve preso.

 

4 – Hey Porter:

Está já é uma canção mais agitada e animada, muito dançante, outra característica de varias músicas de Cash.

 

5 – Hurt:

Em contraponto com a animação de Hey Porter, temos Hurt, uma das músicas mais bonitas que Cash já cantou, principalmente pelo contexto, a música foi gravada pouco tempo antes de sua morte, o que fez com que a música fosse praticamente uma carta de despedida. E mostra também que nosso mestre sabia fazer cover como ninguém, pois essa canção é do Nine Inch Nails.

 

6 – Man In Black:

Está música é uma das marcas de Johnny Cash, que fez com que ele fosse lembrado para sempre como o eterno Homem de Preto.

 

7 – Personal Jesus:

Hurt não te convenceu de que Cash sabe fazer covers? Então ouça essa canção, original do Depeche Mode, e muito conhecida nos vocais de Marilyn Manson.

 

8 – Ring Of Fire:

Outra música conhecidíssima de Cash, mais uma bem animada e dançante:

 

9 – Solitary Man:

Talvez uma das melhores de Cash, mais aí é gosto pessoal, tenho uma queda pelas músicas neste estilo, mais arrastadas, porém não menos bonitas.

 

10 – The Man Comes Around:

Pra encerrar de forma magnifica, temos este frenesi exuberante que abre o filme Madrugada dos Mortos. Minha favorita do man in black, e como todas as outras, com uma letra muito bacana.

 

Espero que tenham gostado dessas 10 músicas que postei. Quero deixar claro que este gênio da música tem MUITAS, mas MUITAS músicas boas, isto foi apenas um apanhado para começarem a apreciar a obra do senhor Cash. Agora é com vocês, deixem nos comentários suas músicas favoritas dele, quais mais acrescentariam a lista e etc.

Let’s play FOLK!

PodCast #79 – Nirvana – Nevermind

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No 79º episódio do Podcast mais Rock’n Roll da internets, Metal, Daniel e Cassiano Becker batem um divertido papo sobre o principal álbum dos anos 90, o Nevermind. Saiba a relação do Nirvana com a Inglaterra. Conheça o produtor que faz milagres. E aprenda a enganar seus músicos.

Duração: 84 minutos.

Clique AQUI para comprar o Nevermind no Seu Saraiva!

Arte da vitrine: Rômulo Konzen.

Comentado durante o podcast:

Bay City Rollers – Bye Bye Baby.

Clipe de In Bloom.

História do encontro de Eric Clapton e Pete Townshend para falar sobre o Hendrix.

Post sobre o The Dark Side Of The Moon.

Trilha sonora do podcast (na ordem):

*Nirvana – Lithium
*Nirvana – Smells Like Teen Spirit
*Nirvana – In Bloom
*Nirvana – Come As You Are
*Nirvana – Breed
*Nirvana – Lithium
*Nirvana – Polly
*Nirvana – Territorial Pissings
*Nirvana – Drain You
*Nirvana – Lounge Act
*Nirvana – Stay Away
*Nirvana – On A Plain
*Nirvana – Something In The Way
*Nirvana – Endless, Nameless

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O Misticismo Por Trás de The Dark Side Of The Moon

Por Wildsley Mathias (ouvinte/fã do Crazy Metal Mind)

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PS: O texto aqui descrito é uma análise e opinião crítica do autor, não a verdade absoluta.

Eu sempre me perguntava o que The Dark Side of the Moon tinha de tão especial, o por quê de tanta reverência por parte da crítica. A verdade é que é sempre complexo de se fazer uma análise sobre uma obra de tal magnitude, ainda mais quando se trata de um dos álbuns mais enigmáticos de todos os tempos, senão o mais enigmático.
“Dark Side…” foi o oitavo álbum de estúdio da banda britânica Pink Floyd. Uma banda que por si só, carrega toda uma áurea de misticismo, psicodelia e lisergia. E foi neste álbum onde Roger Waters, David Gilmour, Nick Mason e Richard Wright evidenciaram todas essas características.

Extraindo tudo do álbum, uma análise mais profunda inicia-se pela arte da capa.

(LP do The Dark Side Of The Moon)

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A arte da capa consiste em um prisma recebendo um feixe de luz branco, que logo após é convertido em um arco-íris. Tal explicação para essa ilustração pode ser compreendida como uma evolução de espírito do ser humano, ou seja, um ser monocromático que evolui a uma expansão de cores. Mas tal explicação estaria muito simples, visto que os idealizadores da mensagem é o Pink Floyd. É de conhecimento de todos que a ascendência de algo é retratado da esquerda para direita e de baixo para cima, o sentido contrário refere-se a decadência. E ao observar a capa do álbum vimos que o Pink Floyd vai na contramão desse padrão. Isso porque enquanto o primeiro feixe de luz segue na direção crescente da evolução (de baixo para cima), o feixe colorido sofre uma queda, como em um gráfico, por exemplo. Uma das músicas do álbum, chamada “Any Colour You Like”, retrata bem a mensagem: “…qualquer que seja a cor que você escolher, não importa qual a ideologia, enfim, todo o caminho do ser humano, por determinados pontos de vista, será sempre algo decadente…”.
E é o que vimos nas outras canções do álbum: uma amostra da angústia humana, da solidão, do envelhecimento, morte, dinheiro, ou seja, tudo parte da decadência moral do homem.

O álbum foi fortemente inspirado em um ex-membro da banda, Syd Barret, que deixou o grupo em 1968, devido a sua fragilidade mental, causada pelo exagero do uso de drogas, principalmente LSD. Barrett era o principal idealizador musical da banda, foi ele quem compôs os primeiros singles do grupo, ajudando no som progressivo e psicodélico que os cercavam. Barrett, acima de tudo, foi um sujeito incapaz de se acostumar com a sociedade e com outros fatores da mesma, e o resultado dessa incapacidade foi sua decadência.
Talvez daí venha a explicação do título do álbum. “O lado escuro da lua” nada mais é do que uma analogia a máscara carregada por todo ser humano. Todos têm um lado escuro dentro de si, uma espécie de loucura retraída que não é vista pelas outras pessoas.

(Syd Barrett)

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As músicas de The Dark Side of the Moon:

O álbum é composto por 10 canções, sendo que três delas são instrumentais.
Uma particularidade dessas músicas são suas excentricidades sonoras. A evolução musical por trás de cada canção nos mostra que, na época da elaboração de todo material do álbum, foi nitidamente explorado todo o potencial dos aparelhos da época. Vale destacar também que o álbum foi produzido pelo estúdio da Abbey Road (aquele mesmo dos Beatles), talvez por isso tenha se tornado possível o som exótico de cada canção, tendo em vista que a Abbey Road tinha o que o mercado poderia oferecer de melhor quanto a aparelhos estéreos de alta fidelidade da época.

A primeira canção do álbum é intitulada de “Speak To Me”, e em algumas versões é unificada com a segunda canção, “Breathe”, ressaltando que uma das particularidades desse álbum é que justamente em todas as canções não há uma quebra clara de sintonia, ou seja, de certo modo, elas são unificadas, interligadas, é como se todo o álbum fosse composto de uma única canção, de uma gigantesca canção.
Mas, continuando, em “Speak To Me/Breathe”, na parte referente a “Speak To Me”, temos o primeiro instrumental, mas nem por isso deixa de ter uma mensagem. Nela estão contidos variados sons, que vão deste vozes, batimentos cardíacos, caixas registradoras, finalizando com um grito angustiante. “Speak To Me” retrata a influência que o mundo exerce na mente das pessoas. Logo em seguida, começa “Breathe”, e a mensagem da música é essa mesmo: Respire! A sua única escolha é viver e fazer parte de um sistema que no final irá te jogar em uma sepultura precoce. Um trecho a se destacar da canção:

“Por mais que você viva e voe alto
E os sorrisos que você vai dar e as lágrimas que vai chorar
E tudo que você toca e tudo que você vê
É tudo que sua vida sempre será”

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Logo em seguida, inicia-se o segundo instrumental do álbum: “On The Run”. Aqui vimos do que o Pink Floyd é capaz. A maestria como foi utilizado os sintetizadores e os sequenciadores é única, nos dando ideia de uma cena de fuga de tudo aquilo que foi mostrado anteriormente em “Breathe”, essa percepção de movimento se dá graças a alguns ruídos que foram filtrados dentro da música.

Depois vem “Time”, que particularmente é uma música que emotiva bastante. É bastante famosa pelo barulho de vários relógios no início da música, retratando o tempo que insiste em passar de forma acelerada. A letra tem um tom melancólico ao mostrar a inquietante angústia sofrida por aqueles que presenciam o passar do tempo até a morte. Há um trecho da música que faz uma metáfora da ganância do homem em alcançar o sol, mas com o mesmo dando a volta pela Terra e o atingindo pelas costas. E a cada dia que se passa, mais o homem vai ficando sem fôlego para alcançar o sol, que por outro lado continua o mesmo sempre. Eis o trecho citado:

“E você corre e corre para estar junto ao sol, mas ele está se pondo
E gira ao redor para vir atrás de você novamente.
O sol é o mesmo de uma forma relativa, mas você está mais velho
Com menos fôlego e um dia mais próximo da morte.”

Dando uma pausa na análise das canções, vimos que o tema dessas primeiras canções é direcionado ao tempo. Continuando a análise, agora entramos na canção com uma temática mais espiritual, “The Great Gig in the Sky”.
A canção inicia com o depoimento do tecladista, Richard Wright, sobre o descaso com o fato de que um dia, todos iremos morrer: “Por que estaria com medo de morrer? Não há razão para isso, você tem que ir algum dia”. A canção continua com uma atuação primorosa da cantora convidada Clare Torry, onde testemunhamos um belíssimo vocal de apoio. Clare Torry parece ter focalizado para sua voz todo o temor da morte que circunda o ser humano. Seus gritos parecem metaforizar um evento religioso que tenta de todas as maneiras encontrar a resposta para o destino do homem após a morte.

(Clare Torry)

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“Money” é a canção que inicia o “lado B” do álbum, e foi um dos maiores hits do mesmo. Aqui começa a temática do capitalismo, outro fator que assola a mente humana, contribuindo para a sua loucura. Resumindo, a letra mostra em um tom irônico, que você precisa de dinheiro para ser sociável. Mas caso você não tenha dinheiro, peça um aumento, mas saiba que não terá. A alegação: o dinheiro é a raiz de todo o mal. Trecho de destaque da música:

“Dinheiro, é um crime.
Divida-o de modo justo mas não pegue um pedaço da minha torta.”

“Us And Them” é uma das músicas mais difíceis do álbum de se saber o que realmente o Pink Floyd estava querendo dizer. Talvez uma pequena história narrada sobre homens comuns por essência, mas que devido ao poder que cada um possui, há divergências quanto a importância de cada um na sociedade. Opressores e oprimidos, por assim dizer.
Os opressores dão as palavras de ordens para que os oprimidos as sigam. Aquele que não seguir tais palavras, é ignorado e abatido por um tiro certeiro da sociedade. A mensagem que fica no fim é a de que devemos morrer de uma forma mais inteligente, ou seja, sem essa submissão imposta pela sociedade em decorrência do capitalismo.

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“Any Colour You Like” é o último instrumental do álbum. Como já dito anteriormente, ela retrata que não importa a cor que você escolha, você não tem muitas opções, a não ser aquelas impostas a você. Muito da arte do álbum pode ser explicada através desse instrumental.

Nas duas últimas músicas do álbum, temos aquelas que se encaixam perfeitamente nas condições de Syd Barrett, considerado por muitos como o maior lunático de todos os tempos.

Primeiro temos “Brain Damage” (Danos Cerebrais). Aqui vemos que o homem está sujeito a dominação, ao poder da influência que derruba a condição moral e mental do ser humano. Em um trecho da música, há questionamentos como no caso de uma represa ceder e não haver um lugar no alto da montanha para se salvar, ou seja, e se sua mente não aguentar a pressão? E se a loucura for inevitável? Neste caso, se sua cabeça não aguentar mais, saiba que do lado escuro da lua haverá outros lunáticos a lhe observar e a lhe compreender.
É como se Roger Waters, o compositor de “Brain Damage”, quisesse dizer que ele entende que todos temos impulsos e sentimentos ruins, porque ele também os têm. E essa é a maneira de haver uma comunicação entre esses lunáticos, compartilhando da mesma dor. Waters tenta nos dizer que o lado escuro da nossa personalidade nos influencia de tal forma que nos impedem de conquistar o melhor que a vida pode nos oferecer.

Trecho da música:
“E se a represa quebrar depois de algum tempo
E se não houver nenhum espaço em cima da colina
E se sua cabeça também explodir com mau presságio
Eu te verei no lado escuro da lua.”

E, por fim, temos “Eclipse”, o ‘gran finale’ do álbum. A mensagem aqui é clara: Apesar de tudo parecer estar em uma perfeita harmonia, harmonia essa representada pelo sol, ela pode ser interrompida pela lua, que trará uma escuridão antes não imaginada. Um eclipse. A música é composta por arranjos inquietantes e angustiantes. Um trecho da música diz o seguinte:

“E tudo sob o sol está em perfeita sintonia
Mas o sol esta coberto pela lua.”

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Nitidamente feito a todo gênio incompreendido, The Dark Side of the Moon foi um divisor de águas na indústria fonográfica, tanto pelo seu modo único e inigualável de produção de som, desde o modo como foi abordado temas tão desafiadores ao homem, como tempo, morte, religião, capitalismo, paranoias e angústias. Trata-se de um álbum conceitual e espiritual que extrai o convívio social do homem e da influência sofrida por ele.

Então, após essa análise, volta a ser feita aquela velha pergunta: O que The Dark Side of the Moon tem de tão especial? O por quê de tanto misticismo? A resposta é simples: O Pink Floyd soube resumir os sentimentos de toda uma juventude através da sensibilidade. No difícil processo de criação dos efeitos sonoros e na criatividade na composição das canções, o Pink Floyd soube trazer com louvor a complexidade do ser humano através de um complexo álbum, que é tão difícil de decifrar assim como o próprio homem.
A loucura do homem é uma consequência lógica de seus atos e modo incompreensível de viver, vide Syd Barrett.
A história do álbum é mística e se correlaciona com o da própria banda.
Sem dúvidas, é a maior obra do Rock Progressivo de todos os tempos.
Pra finalizar a análise, deixo um trecho de uma das canções do álbum:

“Você é jovem, a vida é longa e ainda há tempo para matar o hoje.”

NOTA DA EQUIPE CMM: Se você é leitor/ouvinte/fã do Crazy Metal Mind, e tem um texto bacana sobre qualquer assunto relacionado a Rock’n Roll, envie para nós no “Fale Conosco”, que avaliaremos e quem sabe você não tem um texto publicado aqui no CMM como o Wildsley Mathias?

Let’s play PSYCHEDELIC ROCK!

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