Texto e Fotos por Rômulo Konzen.

 

Nesta semana tive a oportunidade de assistir a dois shows do Humberto Gessinger. Um acústico no dia 03/04 e um elétrico no dia 04/04. Uma experiência muito interessante para um fã tão apaixonado quanto eu.

 

Primeiro foi a vez da apresentação acústica onde Humberto foi acompanhado de um baixista e um acordeonista que corroboraram para criar um clima bonito e completo, apesar de serem apenas 3 músicos no palco e sem instrumentos elétricos.

 

O Acústico MTV do Engenheiros do Hawaii é um dos meus favoritos, uma apresentação incrível, assim como diversas versões acústicas que Humberto faz ficam muito boas. Porém, achei um show morno. A escolha do setlist não favoreceu com que o público (que lotou o Bar Opinião em Porto Alegre) se animasse muito. Confesso que mesmo sendo um fã gigantesco de toda a carreira, a apresentação não me empolgou e me vi distraído em vários momentos.

 

 

Porém no dia 04 durante o show elétrico tudo mudou. Na execução da primeira canção, "Infinita Highway", já percebi que este show seria infinitas vezes melhor que o anterior.

 

É obvio que uma apresentação elétrica tende a empolgar e divertir muito mais o público do que uma acústica que tem a proposta de ser mais intimista, porém, ao meu ver o grande diferencial das duas noites não foram os instrumentos e sim o setlist. Algumas músicas foram repetidas em ambas as noites, mas a segunda apresentação contou com diversos hits de várias fazes da vida do Humberto, o que deixou a plateia animada e cantando junto do início ao fim.

 

A apresentação elétrica também contou apenas com 3 músicos. Humberto a maior parte do tempo tocando baixo (intercalava com teclas, harmônica e guitarra), um guitarrista e um baterista. Alías, o batera Rafael Bisogno dá um show a parte inclusive ao tocar bumbo leguero em vários momentos. Vale o destaque também para o guitarrista Felipe Rotta que consegue chamar atenção e fazer solos super empolgantes em canções que não exigem tanto da guitarra.

 

Em resumo, show acústico achei fraco. Bacana, bonito, mas nada de mais. Já o show com o Power Trio foi sem dúvida a melhor apresentação que já vi do Humberto, empolgante e emocionante do começo ao fim. Com uma chuva de clássicos, mesmo tendo deixado de fora talvez as duas canções que mais tiveram destaque na sua carreira, "Era um Garoto" e "Toda Forma de Poder".

 

Mesmo já tendo assistido ao Humberto Gessinger algumas vezes, e ele sendo um ídolo relativamente acessível por morar na mesma cidade que eu, fiquei emocionadíssimo na segunda noite. Me senti como se estivesse vendo minha banda favorita pela primeira vez. Não me importaria de assistir um show do Humberto Gessinger todos os dias.