Do you wanna get Poison´d?

Data: 30/11/2017

por Carlos Augusto Monteiro

Haters gonna hate, mas fato é que o Poison é a mais famosa banda farofa de todos os tempos. E apesar do som comercial e da dificuldade de diferenciarmos, principalmente no início da carreira, se eram homens ou mulheres, os caras têm uma bagagem musical de no mínimo muito bom gosto.

Isso ficou provado no lançamento da coletânea de covers "Poison´d", de 2007, último lançamento de estúdio da banda, com catorze canções, sendo nove compostas especialmente para o álbum e cinco já lançadas anteriormente pelo Poison.

No geral, o que ouvimos são um tratalmento dos originais com um instrumental rasgado (rasteiro, diriam os haters) já característico do estilo, junto com os solinhos marotos de guitarra e a animação de sempre do estilo. Em alguns casos, como "Sufragette city", de David Bowie, a canção ficou até mais rápida.

O vocal de Bret Michaels, se não tem nada demais, também não decepciona ao se adaptar bem aos estilos dos vocalistas em questão.

Em alguns casos, até, somos positivamente surpreendidos, como em "Can´t you see", de The Marshall Tucker Band, cujo original é bem country e na versão do Poison perde essa pureza. Fica mais bluesy e menos fiel à canção.

A não ser que você já tenha morrido e não saiba, não tem como ficar desanimado com a faixa de abertura, "What I like abouty you", do The Romantics, single perfeito para divulgar o trabalho.

Interessante é que nesse álbum aparecem covers de vários temas recentes do Crazy Metal Mind, como The Who ("Squeeze box"), "I need to know" (Tom Petty and the Heartbreakers, excelente) e "Dead Flowers", do Rolling Stones.

Mas este farofeiro aqui, apesar de suspeito, não gostou tanto de outras, como "Just what I needed" (The Cars) e "You don´t mess around with Jim" (Jim Croce), até porque as originais já não são tão boas assim.

De velhas conhecidas do repertório, encontramos a versão super farofa de "Rock n´ Roll all night" (Kiss) e "Your mama don´t dance" (Loggins & Messina).

Não perca também "I never cry" (Alice Cooper), que segundo minha esposa lhe causa arrepios (no bom sentido), e "We´re an american band" (Grand Funk Railroad), que continuou ótima.

Ponto positivo também para "Little Willy" (Sweet) fazendo jus às origens glam rock do Poison.

Por favor, fuja da equivocada escolha de "SexyBack", do Justin Timberlake, disponível apenas (ainda bem) em uma versão do CD exclusiva para venda no Walmart.

É uma pena que o Poison não tenha lançado mais nada em estúdio desde então, mas o que interessa mesmo é que voltaram este ano na turnê de 30 anos mostrando todos os sucessos dos "envenenados" mais amados e odiados do glam metal.

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