The Offspring: Smash

Data: 22/11/2017

Por Daniel Ribeiro.

Quem me conhece sabe que, dificilmente, eu teria na minha discografia algum disco do Offspring. Vou frustrar todos, sou fã do Offspring anos 90, tenho todos os discos até o Americana e acho uma das melhores bandas que surgiram naquela década.

Me lembro à época que se comentava que o Smash era o álbum “independente” mais vendido da história, e consigo entender perfeitamente. Esse terceiro disco dos caras era tudo que você poderia esperar de uma jovem banda de punk, e junto do Americana deles, e do Dookie e Insomniac do Green Day, são o que de melhor foi feito no punk daquela época (na minha opinião de quem não conhece nada de Punk).

Talvez o que mais se destaque nos 40 minutos desse álbum seja a energia e a pegada da banda, em praticamente todas as 13 músicas. A primeira, Nitro (Youth Energy) é exatamente o que se espera quando você lê o título: enérgica e poderosa. Além de tudo, determina a pegada que o disco teria dali pra frente. A pegada acelerada de todos os músicos faz com que a banda funcione perfeitamente na sua proposta. Outra coisa que chama atenção no álbum é como aquelas músicas são pegajosas e ficam na sua cabeça mesmo depois de passar anos sem ouvir o disco. Muitas tem um refrão memorável e estrofes bem fortes, como se a banda tivesse decidido que aquela obra superaria (e muito) as 2 primeiras em todos os quesitos, incluindo o comercial. Felizmente o Smash não parece ser um álbum forçado ou artificial, pois as músicas são fortes o bastante pra manter a credibilidade da banda.

Em termos de qualidade das músicas, temos boas opções pra analisar. A faixa título talvez seja a mais forte do Smash. Ao contrário da maioria dos discos de punk, onde a enxurrada de power chords faz com que todas as músicas pareçam iguais e dificulte o álbum a se tornar interessante, nesse disco o The Offspring consegue manter o clima bem divertido. Destaco inclusive a parte instrumental da faixa título, que dura por volta de 40s e nos traz uma mudança de ritmo inesperada pra o que espera desse tipo de banda. Depois de Smash, destaco o clássico e uma das minhas favoritas da banda: Come Out and Play. Essa é clássica do início ao fim, desde seu riff até o final da música. Embora não seja tão rápida ou pegada quanto a faixa-título, é sem dúvidas a música mais interessante do álbum.

Eu não sou fã de punk, nunca fui, mas se fosse indicar alguns discos favoritos do gênero, provavelmente escolheria o Smash entre eles. Combinando velocidade e punk em altíssima voltagem, esse disco é definitivamente tudo aquilo que os fãs da banda esperavam. Com músicas como Come Out and Play, Self Esteem, Something to Believe in e It’ll be a Long Time, esse álbum derrubador de portas do The Offspring é extremamente divertido de se ouvir, mesmo que você tenha um bloqueio natural que nós, “rockeiros vintages”, temos às bandas punk dos anos 90. Definitivamente, se você ainda não ouviu, ouça, são só 40 minutos e você não vai se arrepender.

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