Zakk Wylde tocando clássicos do Black Sabbath.

Data: 16/11/2017

 

Texto por Daniel Iserhard e fotos por Rômulo Konzen.

Se o Black Sabbath tiver que passar o bastão pra alguém, Zakk Wylde pode ficar com ele. Foi o que o homem comprovou no show ontem para um Opinião bastante cheio, mas longe do lotado, ontem em Porto Alegre. O pessoal tava dividido entre camisetas do Sabbath e do Black Label Society.

Com um set list priorizando as músicas mais lado b e pesadas dos pais do metal, o excelente guitarrista também cantou como deveria, com a voz muito parecida com o Ozzy que, aparentemente, ensinou bem o pupilo nos tempos que tocava com o mesmo.

O senão técnica fica por conta da voz que estava baixa, muitas vezes ficando inaudível no meio da massa sonora da banda e do moedor de baterias, o excelente Joey Castillo (ex- Danzig & Queens Of The Stone Age).

Showzaço cheio de vontade por todos os lados. Zakk fazendo questão de aparecer pra galera, tocava montado em um pequeno tablado colocado na frente do palco, vez ou outra descendo dele e usando como apoio pra uma perna. Fez questão de nunca tirar o cabelo da cara, o que me deu uma certa agonia pela possível coceira no nariz, além de tocar com os dentes e guitarras nas costas (não ao mesmo tempo), muitas vezes alongando o final das músicas mandando solos gigantescos.

O final foi sem bis e apoteótico, terminando o show com dois grandes clássicos do Sabbath: NIB e War Pigs, momento em que o Opinião poderia muito bem ter vindo abaixo.

Fiquem com o set list:

Supernaut

Snowblind

A National Acrobat

Children of the Grave

Lord of This World

Under the Sun/Every Day Comes and Goes

Wicked World

Fairies Wear Boots

Into the Void

Hand of Doom

Behind the Wall of Sleep

N.I.B.

War Pigs

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