Bon Jovi em Porto Alegre.

Data: 22/09/2017

Texto por Rômulo Konzen, fotos por Edu Defferrari.

No dia 19 deste mês, última terça-feira, pré feriado aqui em Porto Alegre, pude assistir ao show de uma banda que sou fã há anos: os estadunidenses do Bon Jovi. Pude conferir de perto (muito perto) no que a antiga banda de glam metal se tornou. Foi um misto de emoções.

Normalmente me posiciono perto da mesa de som, não só por ser o local com a melhor qualidade de áudio em qualquer show (fica a dica) como o acesso aos banheiros e bares fica fácil. Porém, como estava acompanhado de uma amiga (maior fã de Bon Jovi que conheço), embarquei junto na aventura de assistir ao show na grade. Mas apesar da minha má localização, o audio estava tranquilo, consegui escutar bem todos instrumentos. Ouvi relatos que da arquibancada a voz do Jon custou a ser ouvida mas, não tenho do que reclamar.

A organização estava excelente, fácil acesso a tudo, entrei sem fila e sai do estádio (que estava lotadaço) com muita facilidade e agilidade. Apesar da credencial de imprensa, entrei pelo mesmo local que a plateia da pista premium e foi alegria pura.

Já a banda foi o fator que me causou um misto de sensações: Infelizmente a impressão é que já não é mais uma BANDA de rock, e sim Jon Bon Jovi e seus músicos de apoio. Apesar de ainda termos músicos da formação original, o único que tinha carisma no palco além do Jon, era o guitarrista Richie Sambora (que deixou o grupo há uns anos atrás), ou seja, me senti assistindo a uma carreira solo. Em contrapartida a apresentação foi muito bacana, repleta de hits. Faltaram alguns mas, quando se tem um acervo tão grande de sucessos é impossível que uns e outros não fiquem de fora, como foi o caso de Always e I'll Be There for You. Jon, já com seus 55 anos, continua esbanjando energia no palco, fazendo inúmeras dancinhas e brincando com o público. Sua voz também não é mais a mesma e as notas mais altas ficam prejudicadas. Nada que fizesse o show perder impacto.

A grande decepção foi o público. Há alguns shows que vinha notando uma diminuida grande na quantidade de pessoas com os celulares levantados mas, dessa fez foi um show de horrores: gente gravando stories para o instagram, filmando, tirando fotos e alguns chegavam ao absurdo de erguerem o celular pra gravarem audios no whatsapp, o que gera um mar de telefones atrapalhando a visão e uma infinidade de zumbis apáticos assistindo ao show pela telinha do aparelho.

Outra coisa curiosa era a resposta da plateia. Gritos ensurdecedores de empolgação e emoção eram ouvidos a cada rebolada do vocalista, muito mais do que quando um hino da banda era tocado. 

Não sei se esse tipo de reação era por causa do tipo de show (sem dúvida o mais pop que já assisti) ou se no geral as pessoas tem se importado muito menos em se divertir e curtir a apresentação e mais em mostrar para os seguidores o quão cool e descolado é.

Mas apesar de todos esses fatores negativos, o show foi divertidíssimo e gostei muito. Assistir na companhia de alguém muito fã deixa a experiência ainda mais emocionante. Poder observar as reações da pessoa a cada música, a cada movimento do seu idolo é sensacional. Segundo relatos desta minha amiga, um dos melhores momentos da vida dela foi ali, ouvindo Living On a Prayer nos meus ombros, apenas uns 20 metros de distancia do Bon Jovi. (Uma pena um bombeiro nos mandar descer após metade da canção, seria mais um sinal do quão shows de rock tem se tornado coxinhas?).

SETLIST: 

*This House Is Not for Sale
*Raise Your Hands
*Knockout
*You Give Love a Bad Name
*Born to Be My Baby
*Lost Highway
*Because We Can
*I'll Sleep When I'm Dead
*Runaway
*We Got It Goin' On
*Someday I'll Be Saturday Night (Acoustic)
*Bed of Roses
*It's My Life
*Who Says You Can't Go Home
*Roller Coaster
*Wanted Dead or Alive
*Lay Your Hands on Me
*Have a Nice Day
*Keep the Faith
*Bad Medicine

BIS:
*In These Arms (Followed by Ole Ole Ole Jam)
*Blood on Blood
*Livin' on a Prayer

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