50 momentos que ajudaram a definir a história do rock – Parte 3

Data: 12/07/2017

Por Daniel Ribeiro.

Inspirados pelo dia mundial do rock, estamos listando 50 momentos que ajudaram a definir a história do rock. Clique aqui para conferir a PARTE 1 e a PARTE 2.

20) Guns N’Roses desponta para o estrelato em 1987 (Julho, 1987): Em Junho de 1985, uma banda recém formada de L.A. se apresentava no Troubador para uma plateia minguada e passava fome. Entretando, os dias de miséria do quinteto encabeçado por Axl Rose e Slash logo iria terminar. Enquanto tocavam para sobreviver, começaram a dar formato a canções clássicas, entre elas “Sweet Child o’Mine”, “Paradise City” e “Welcome to the Jungle”. Quando Appetite for Destruction foi (finalmente) lançado em 21 de Julho de 1987, o rock conheceu seus mais icônicos bad boys. As vendas do álbum chegaram a 30 milhões de cópias.

19) Queen alavanca a era do vídeo musical (Novembro, 1975): Não é novidade que outras bandas faziam vídeos promocionais para divulgar suas canções, mas geralmente eram produções modestas e sem muita ambição. O Queen, obviamente, foi um dos responsáveis por mudar isso, quando em Novembro de 1975, explodiu cabeças com o inesquecível clipe de “Bohemian Rhapsody”, do álbum A Night at the Opera. O clássico vídeo girou o mundo e impulsionou a popularidade da faixa, a coroando como, provavelmente, a maior música de rock de todos os tempos.

18) Brian Wilson tem um colapso nervoso durante um vôo (Dezembro de 1964): Wilson decidiu nunca mais sair em turnê e concentrar toda a sua energia na composição e produção de novas músicas. O resultado fala por si de várias formas, seja ele um “pop clássico” (California Girls), um rock sofisticado (Pet Sounds) e uma produção quase genial (Good Vibrations), culminando no estranho e fascinante mundo do mais famoso “álbum perdido do rock”, Smile.

17) Bob Dylan grava “Like a Rolling Stone” (Junho, 1965): O maior letrista do rock grava sua obra prima, um turbilhão de palavras, órgão e violões, que tomou conta das rádios, tornando-se o hino de uma geração.

16) James Brown arrebenta com “Please Please Please” depois de botar fogo no Apollo com “Lost Someone” (Outubro, 1962): O público fica absolutamente contagiado com toda aquela energia no momento mais épico do lendário (e primeiro) álbum Live at Apollo. Um dos melhores (talvez o melhor) ao vivo de todos os tempos.

15) Ray Charles grava “What’d I Say” (Fevereiro, 1959): A doçura da música Gospel e a sensualidade da música negra se fundem no primeiro disco de ouro de Charles, o disco mais vendido da história da Atlantic Records e um dos grandes álbuns clássicos do Soul.

14) Aretha Franklin grava “Respect” (Fevereiro, 1967): A Rainha do Soul (e a escolha da Rolling Stone como maior voz do Rock de todos os tempos) lança esse hino feminista e deixa de vez a sua marca na história da música.

13) Keith Richards “acorda” e percebe que seu gravador esteve ligado o tempo todo enquanto ele dormia (Primavera, 1965): Intrigado, ele volta a fita e encontra um dos maiores e mais icônicos riffs da história do rock seguido das palavras “I can’t get no Satisfaction”, e depois 40 minutos do seu próprio ronco.

12) Run-D.M.C. e Aerosmith quebram a barreira entre o rap e o rock n’roll, literalmente (Verão de 1986): Tudo bem que era um clipe meio brega, mas ele atingiu seu objetivo, Steven Tyler usando o suporte de seu microfone para quebrar uma parede entre um show do Aerosmith e uma apresentação do RUN-D.M.C. Essa aventura foi a primeira fusão entre Rock e Rap na música moderna e influenciou quase tudo o que aconteceria nos anos 90 e 2000. A música se tornou o primeiro rap a atingir o Top 5 nos EUA, o Top 10 no Reino Unido e foi o primeiro clipe de rap a passar na MTV.

11) Chuck Berry toca em sua guitarra a introdução de “Johnny B. Goode” (Janeiro, 1968): O guitarrista símbolo do Rock n’Roll toca seu riff mais famoso, lançando a sua (e talvez a de todo o rock) música mais famosa e lendária.

10) Nevermind do Nirvana ultrapassa o Dangerous do Michael Jackson como álbum mais vendido nos EUA (Janeiro, 1992): Foi passado o bastão da maior lenda da música dos anos 80 para a mais icônica banda de rock do início dos anos 90, provando que o punk tinha, finalmente, evoluído para um estilo capaz de atingir o mainstream.

9) A MTV é lançada com o vídeo dos Buggles “Video Killed the Radio Star” (Agosto, 1981): dentro de alguns anos as palavras dos Buggles se tornariam, de fato, reais, pois os vídeos musicais ficavam cada vez mais bem produzidos e mudariam totalmente a cara do entretenimento. O segundo videoclipe foi de Pat Benatar, You Better Run.

8) Michael Jackson apresenta “Billie Jean” (e o moonwalk) no show especial de 25 anos da Motown (Maio, 1983): Aquele pequeno garoto que se destacava à frente do Jackson 5 faz um moonwalk em direção ao super estrelato e se torna o artista mais popular do mundo.

7) Berry Gordy briga para receber mais royalties pela música “Lonely Teardrops” de Jackie Wilson (Final de 1958): Para garantir que nunca mais seria humilhado em uma gravadora, Gordy usa a música de Wilson como um álibi e a partir dali começa a construir o seu próprio império musical, a lendária gravadora Motown Records.

6) Uma “linha preta” aparece como o single número 2 nas paradas Inglesas (Junho, 1977): A faixa “I Don’t Want  to Talk about It” de Rod Stewart (#1 lugar) parecia mandar a mensagem. Apesar da liderança, o que todos concordavam é que a música mais popular nas terras da Rainha naquele momento era uma verdadeira bomba mostrando que o Punk rock seria ouvido em todo o mundo através dos Sex Pistols e seu clássico “God Save the Queen”.

Amanhã postaremos a última parte deste post, com os últimos 5 momentos.

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