Korn em Porto Alegre

Data: 26/04/2017

Texto por Marcel Pfütz, fotos por Rômulo Konzen.

Korn é uma das maiores (se não a maior) representante do new metal e mesmo sendo fã do estilo, nunca me envolvi muito com a banda. Sempre reconheci a importância e a qualidade de seus integrantes, mas gostava de duas ou três músicas. Em 2015, assisti pela internet a apresentação deles no Rock in Rio e a frase "olha, até que são bons ao vivo", começou a fazer parte da lista de adjetivos à banda. Já em 2016, lançaram o álbum The Serenity of Suffering, que me pegou de surpresa, pois achei muito bom, muito mais do que eu esperava. 

Foi nessa condição de descoberta (lenta, eu confesso), que fui ao show no ultimo dia 23, em Porto Alegre. E que show bom. Comprovei o quão boa a banda é ao vivo. A mistura do peso da bateria e do baixo somado a "estranheza" que a guitarra passa te envolve de uma forma inacreditável. Na primeira música já estava batendo cabeça, de leve, modo tiozão ativado, e um pouco chatiado por não saber a letra para acompanhar. Mas logo veio algumas conhecidas e me senti mais em casa.

O setlist foi uma boa escolha. Mesmo sem conhecer muito os hits fiquei bem situado. Entre as músicas quero destacar Here to Stay, Word Up (uma versão meio bizarra, mas curti), Coming Undone (com um trecho de We Will Rock You do Queen), Insane, Shoots and Ladders (com um trecho de One do Metallica) e Freak on a Leash.

Agora sobre os músicos, a banda é muito competente no que faz. Mas o Jonathan Davis e o Brian "Head" que sempre foram os destaques para mim, nessa noite perderam o foco que ficou com Tye Trujillo (filho de Robert Trujillo, baixista do Metallica), que com seus 12 anos e o baixo quase do seu tamanho, era sempre ovacionado por todos quando se destacava. E como se destacou.

O Korn é uma banda conhecida por ter um baixo muito bem trabalhado e presente em suas canções e o garoto além de tocar magistralmente não ficou para trás na presença de palco. Pulou e bateu cabeça o show inteiro, mostrando que corre talento no sangue da família Trujillo.

Infelizmente o espetáculo teve um pouco menos de 1h30 de duração, um show relativamente curto para os padrões atuais, porém, cada segundo foi muito bem aproveitado, com uma porrada atrás da outra. Até mesmo nas canções onde o público interagia menos a banda não deixava o clima amornar. 

A abertura ficou a cargo do grupo gaúcho Ego Kill Tallent, que tem um som pesado e energético, combinando com o clima da noite. Recomendo que confira o som dos caras, não perde em nada para bandas gringas.

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