Mais uma vez o Pink Floyd renasce!

Data: 15/06/2016

Texto por Marcel Pfütz

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No dia 11 de junho de 2016, tive a oportunidade de assistir ao show da banda Ummagumma The Brazilian Pink Floyd. Eu, que sempre fui preconceituoso com bandas cover, pois na maioria das vezes estas se preocupam muito em vender a imagem de como conseguem se assemelhar à banda e imitar os vocalistas ou situações ocorridas. Esse é um fato que sempre me incomodou a ponto de acabar não prestando atenção na música.

Sobre a banda Ummagumma, só havia visto elogios e fiquei esperançoso até um pouco antes de começar o show, quando o pensamento “e se eu não gostar?“ surgiu, e assim, fui tomado pelo preconceito novamente.

As luzes se apagaram. Depois de instantes o palco é tomado por uma luz vermelha, ao fundo a representação do famoso muro quebrado e “In the Flesh?” começou. Foi a partir desse momento que a banda me ganhou, música após música. Tudo estava lá, o muro, o porco voador com a usina termoelétrica ao fundo e cenas de clipes no telão circular. Aí temos o detalhe que faz Ummagumma The Brazilian Pink Floyd uma banda especial: ela é uma homenagem e não uma representação.

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Todos os músicos e backing vocals são incríveis, e junto com o trabalho de sonoplastia muito bem editado, colaboram para a criação da atmosfera que o show traz. É importante salientar que o vocalista, Bruno Morais, tem a sua voz e em nenhum momento tem a intenção de imitar Waters ou Gilmour, respeitando cada música como dever ser respeitada (nem o Waters faz isso muitas vezes).

O setlist da tour Where We Start, além de agradar completamente os fãs do Pink Floyd pela diversidade e desapego de “tocar somente os hits”, ajuda a demonstrar a qualidade da banda.

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Foi demais ouvir "Dogs" (minha música preferida) e seu solo acontecendo ao vivo, bem ali, na minha frente. Outros detalhes do setlist que me chamaram atenção foi conter uma música da carreira solo do Roger Waters e do David Gilmour, "Perfect Sense" e "In Any Tongue", respectivamente e "The Great Gig in the Sky" executado de uma forma inacreditavelmente emocionante pela backing vocal, Isabel Morais.

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O único momento triste ocorreu no final do show, quando já com mais de duas horas de duração, o vocalista perguntou “vocês aguentam Echoes? e Hey you?”. Gritei sim. O teatro gritou sim. Porém, infelizmente o tempo estava estourando, e ganhamos somente "Hey You". Agora terei que aguardar o próximo show para ouvir essa grande banda tocar "Echoes" e para eu fazer mais uma vez parte dessa grande homenagem para a maior banda que já existiu.

PS: Para ler a 1ª resenha que fizemos sobre um show do Ummagumma The Brazilian Pink Floyd, clique AQUI!

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