Creedence Clearwater Revisited em Porto Alegre

Data: 10/11/2015

Texto por Daniel Iserhard, Fotos por Rômulo Metal.

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E foi na quinta-feira, dia 5/11/2015 que pudemos acompanhar 2 personagens de uma das melhores bandas que já passou por esse planeta: Stu Cook e Doug Clifford, baixista e baterista originais do Creedence Clearwater Revival.

A banda que chegou aqui em Porto Alegre não era BEM essa. Chama-se agora Creedence Clearwater Revisited.

O vocalista não é o legendário John Fogerty, mas é o John Tristao, um senhor careca, muito simpático que canta extremamente parecido com o original e de TRISTÃO não tem nada (!). Posso afirmar que não dá pra sentir falta da voz do Fogerty.

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O show teve abertura da artista canoense Aléxia Niehues, que manda um country rock/blues de qualidade. Aqui segue um video do canal dela no Youtube, tocando justamente uma do Creedence.

Já a atração principal entrou no palco no horário marcado, fez um show de pouco mais de uma hora e meia, impecável. Foi uma sequencia espetacular de hits, até porque o Creedence nunca soube fazer uma música que não o fosse. Poderiam ter feito no mínimo mais um show só com clássicos.

Depois de o vocal já mostrar de cara a simpatia e vontade de estar tocando (ao contrário de uns e outros que já entram pensando em sair), pudemos ver o talento do guitar solo, Kurt Griffey, visivelmente mais novo e empolgado que os outros membros da banda. Foi incansavelmente à beira do palco, solar e cantar com a galera que, por sinal, não deixou por menos. Depois da metade do show, o público não se aguentou sentado e levantou para cantar e dançar. Ainda, na cozinha da banda, tínhamos o discretíssimo e eficiente multi-instrumentista, Steve Gunner. Stu Cook foi o responsável por fazer a comunicação com o público e fez isso várias vezes, sempre ovacionado pelo público que ia dos 8 aos 80.

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Percebam bem o que se pode ouvir: Susie Q, I Heard It Through The Grapevine, Fortunate Son, Have You Ever Seen the Rain, Traveling Band, Up Around the Bend, Hey Tonight, Bad Moon Rising, Proud Mary e Who´ll Stop The Rain, entre outras.

Aliás, o ambiente do Araújo Vianna ajuda bastante o pessoal que não cozinha mais na primeira fervura a ir. Com banheiros limpos, bares com cerveja gelada, rampas para acessibilidade (não existe nenhum degrau no teatro) um EXCELENTE (é bom frisar) som, “culpa” da tão criticada parceria público privada. O que antes era um prédio público decadente virou uma casa de espetáculos de altíssimo nível, pro desespero dos socialistas. Pode-se, inclusive, encontrar garçons servindo espumante na platéia.

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Orçado em mais de R$ 18 milhões, o projeto de reforma do Auditório Araújo Vianna teve patrocínio master da Oi, patrocínio de Grupo Zaffari e Coca-Cola, projeto arquitetônico de Mooma, coordenação institucional da Prefeitura de Porto Alegre e realização da Opus Promoções – produtora que administra o espaço em conjunto com a Secretaria da Cultura de Porto Alegre.

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Também fica o agradecimento do CMM à Hits Entretenimento, que nos proporcionou esse excelente show e tratamento profissional, através da Carol Moura.

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