Silverchair: 15 anos de Neon Ballroom

Data: 23/04/2014

Por Cassiano Becker.

Os anos 90 foram responsáveis por muitas das maiores bizarrices da história
da humanidade. Cabelos bizarros, roupas bizarras e aqueles filmes bizarros
que seriam eternizados na Sessão da Tarde. Mas os anos 90 também tiveram
coisas interessantes. Quando chegava ao seu fim, a década ainda teve um
último suspiro de genialidade.

Emotion Sickness: porrada com toque de arte.

 

O movimento grunge já era um cadáver há muito falecido, mas a última grande
cena rock n’ roll inspiraria outros. Em 8 de março de 1999, o Silverchair lança
seu 3º trabalho. 3º com cara de 1º. O próprio vocalista Daniel Johns descreve
os discos anteriores como “a banda da época do colégio”. Afinal, eles tinham
entre 14 e 16 nos 2 primeiros.

Já Neon Ballroom dava cara de homens crescidos e banda madura. A angústia
adolescente se destilou em cinismo. Músicas encorpadas de rebeldia com
causa. Anorexia, distúrbios alimentares, direitos dos animais, depressão e
toda aquela gama de temas manjados aparecem no álbum. Porém, aparecem
na qualidade de músicos que sabem onde querem chegar. E sabem como
chegar lá

Anthem for the Year 2000: para adolescentes de qualquer época.

 

Eram outros tempos. Tempos em que as MTVs da vida passavam rock n’ roll à
toda. E eram os seus tops que mostravam o sucesso comercial de Neon Ballroom.
Era ligar a TV e ver os clipes de Anthem for the Year 2000, Ana’s Song,
Miss You Love e Emotion Sickness. Reflexo de um trabalho que ultrapassou a
marca de 2 milhões de cópias vendidas.

Miss You Love: a baladinha.

 

Neon Ballroom tem a revolta e o peso de sua inspiração grunge. Mais que isso,
apresenta elementos eletrônicos e experimentos que fariam o Silverchair ser
sinônimo de música boa no início do novo século.
Diferente da década que encerra, Neon Ballroom é bom do início ao fim. Sem
hiatos ou pormenores. Clássico.

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