Stoner Rock

Data: 10/09/2013

Por Cassiano Becker.

Kyuss In The Desert

Baseado nos clássicos, um estilo moderno e de características marcantes.

Sujo, arrastado. Pesado.

Nascido no fim dos anos 80, bebendo do Hard Rock, do Heavy Metal e de tudo que seja alcoólico ou alucinógeno. O Stoner é tão árido quanto o deserto que lhe dá projeção.

Antes das caminhonetes cruzarem as estradas poeirentas da Califórnia, guitarras cheias de fuzz já ressoam riffs marcantes à la Led ou Sabbath. Adicione na mistura fortes linhas de baixo e bateria pegada. O gênero nem tem um nome, mas bandas de metal, como a Voivod, já fazem algo que mais tarde será chamado de Stoner.

O norte dos EUA recebe chuva e jovens de camisa de flanela e calças rasgadas no apogeu do grunge de Seattle. No calor do sul, os desertos tem geradores à gasolina, algumas bandas e festas regadas a cerveja e rock n’ roll. Foi cuspindo areia e fedendo a combustível que o "rock chapado" tomou ácido e forma. Seu nome, Kyuss.

Kyuss – pais do gênero.

 

Enquanto dura, entre 87 e 95, o Kyuss (repita comigo: Caius) criou muitos dos parâmetros que se tornaram o norte do gênero. Sim. Há a alegada influência de Black Sabbath (ver Into the Void é como viajar no tempo), Blue Oyster Cult e Hawkwind. O estilo psicodélico da guitarra plugada em amps de contrabaixo e o som marcado, mas aberto a experimentalismos, é que dá à banda o destaque na cena de Palm Desert. Do entra e sai de integrantes que culmina no fim da grupo, diversos novos projetos surgem. Fu Manchu, Eagles of Death Metal, Mondo Generator, Slo Burn e o nome de maior sucesso comercial: Queens of the Stone Age.

Queens of the Stone Age – banda de maior projeção do stoner.

 

De início, formado totalmente por ex-membros do Kyuss, o QotSA leva a sua parte mais importante. É o estilo do guitarrista Josh Homme que dava cara ao som dos pioneiros do stoner. Essa mesma originalidade tira o gênero da areia quente de Palm Desert e o impulsiona entre as bandas do mainstream. Mas o movimento não vive de uma cara só.

Truckfighters – referência do gênero na Europa.

 

Utilizando das mesmas referências ou se inspirando nos primeiros nome do gênero, muitos outros bons nomes podem ser citados. Nomes como The Sword, Truckfighters, Colour Haze e Red Fang. No Brasil, temos Rinoceronte e Black Drawing Chalks. Mesmo saindo do sul californiano, levam o rótulo do stoner. Todos atribuindo uma pitada particular de peso e psicodelia.

Black Drawing Chalks – Pegada que ecoa de Goiás.

 

O gênero toma o mundo. Suas referências em clássicos e produção retrô ganham espaço entre entre aqueles que cultuam o rock setentista. Não mais entre as dunas, o estilo permite-se viajar. Misturar-se a novas técnicas. Solidificar-se entre os termos comuns do bom rock n’ roll.

Comente:

SIGA




PARCEIROS