Vivienne Westwood – Vestindo um Movimento.

Data: 09/05/2013

Por Paolla Dias.

Vamos falar de Moda e Rock?

Primeiro post da resistência feminina aqui nesse site comandado por homens e pretendo mostrar que Rock não é só pro seu namorado! Vim para agregar conteúdo de moda, bom gosto, dicas, curiosidades, glamour (Ops! Glamour deixo pro Rômulo Metal…) entre outras coisas que queiram saber!

Vou começar me apresentando: me chamo Paolla (mas podem me chamar de Lola) e estou cursando o 6º semestre de Bacharelado em Moda. Ok, não vou passar meu currículo aqui, mas caso tenham interesse. Peçam. Conheci o Rômulo (Metal) há um tempinho e entre nossas conversas sobre bandas, rock, história e xingamentos, rolou o convite para começar a escrever sobre moda no site e aqui estou!

Mas vamos ao que interessa: conhece Sex Pistols? Malcolm McLaren? Visual Punk? E a estilista Vivienne Westwood? Não estão entendendo ou fazendo relação, né? Por isso resolvi fazer meu primeiro post sobre ela, a mãe dos punks (polêêêmica), amada e odiada por muitos!

FOTO 1 VIVIENNE

“A única razão pela qual estou na moda, é para destruir a palavra conformismo.”

Vivienne Isabel Swire nasceu em 8 de abril de 1941 na Inglaterra, filha de mãe tecelã e pai sapateiro, sua família era bastante modesta. Casou-se e teve seu primeiro filho cedo, com Derek Westwood. Cursou um período na Harrow School of Art, deu aula de inglês, trabalhou um tempo com prata, era uma típica “mãe de família”. Mas isso muda no final dos anos 60, talvez influenciada pelo clima rebelde e liberal da época. Vivienne chuta o pau da barraca, termina seu casamento e inicia uma vida completamente nova, com muita polêmica e ousadia!

E foi aqui, meus amigos, que ela conheceu Malcolm McLaren, aquele crítico do movimento Flower Power, o qual considerava um movimento sem sentido e comercial (que ironia, não?). Tornou-se rapidamente seu marido e pai de seu segundo filho. Sua primeira loja chamada “Let It Rock” foi fundada em 1971, era localizada no número 430 da Kings Road. Lá, eles vendiam objetos e roupas que remetiam aos anos 50 e o rock and roll original da época.

foto 2 Vivienne

Em 1972 os interesses se voltaram para roupas de motociclista, zíperes e couro. A loja teve como ‘símbolo’ uma caveira e ossos cruzados, e foi renomeada: Too Fast to Live, Too Young to Die.  Westwood e McLaren também começaram a desenhar T-shirts (totalmente Do it yourself – faça você mesmo) com mensagens provocativas que levaram à sua acusação sob as leis de obscenidade, e assim acabaram tendo de renomear a loja novamente. Em 1974 a loja foi rebatizada para Sex e ficou conhecida na época como ‘o contrário de qualquer outra coisa acontecendo na Inglaterra‘.

FOTO 3 -

FOTO 3

Em 1976, God Save the Queen do Sex Pistols (banda percursora do movimento Punk na Inglaterra) alcança o topo das paradas musicais, gerido pelo McLaren. Nessa mesma época a loja apresentava roupas com rasgos, tachas, estampas irreverentes, alças e fechos de fetichismo sexual obscuro como moda, inspirando uma estética DIY. A banda vestia criações de Westwood, que logo se tornou um estrondoso sucesso, a mídia chamou isso de “Punk Rock”.

FOTO 4

Com o tempo, o colapso dos Sex Pistols e a absorção do Punk para o popular deixaram Westwood desencantada. Assim como a moda e o próprio movimento foi perdendo força.

Em 1980, a loja foi reformada e rebatizada para World’s End, nome que permanece atualmente. Nesse mesmo período Vivienne e McLaren se divorciaram e ela criou sua própria marca que leva seu nome, Vivienne Westwood, a qual cuida até hoje.

Suas criações ainda apresentam referências a esse universo, sempre cria roupas com motivos políticos, critica social ou temas eróticos, com muito preto, vermelho, couro, correntes, rasgos, entre outros. Nunca deixou de ser excêntrica, provocadora e irreverente, nem de mesclar a cultura jovem com o tradicionalismo (típico de ingleses). Seu público também foi crescendo e mudando, assim como o próprio punk. No inicio ela atendia a periferia londrina e com o tempo foi alcançando classe média e classe alta, pessoas de espirito jovem, mas principalmente, quem busca uma maneira de liberdade de expressão.

Enfim…

Agora já conseguem relacionar a Vivienne ao movimento e ao que usamos hoje em dia? Graças a essa mulher que vocês, principalmente quem adota esse visual, usam essas camisetinhas aí engraçadinhas, roupas com tachas, customizadas, com rasgos e etc..etc.. Que vergonha não conhecerem ela. Sem mim, só com esses machos aqui do site vocês estariam perdidos!

Dúvidas, sugestões, críticas, pedidos de conteúdos a serem escritos serão aceitos! Mas sem mimimis nos comentários se não rola chinelada, já aviso!

Até a próxima !

Let’s play PUNK ROCK”!

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