Bigelf – Primeiras impressões

Data: 06/03/2013

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por Cassiano Becker

Daí chega a hora dos e-mails no podcast #80 e um honorável ouvinte fala de uma tal de Bigelf. “A banda soa como uma mistura de Black Sabbath e Pink Floyd”, diz ele. Inicialmente, sou tomado por uma onda de incredulidade e desconfiança. Entretanto, fui convidado por nosso excelentíssimo patrão, Rômulo Metal, justamente para falar de bandas novas ou que estão fora desse círculo de bandas clássicas e “de fácil acesso”.

Pronto! Meu segundo post no CMM e, graças ao Moacyr Andrade, já tenho a oportunidade de falar de bandas que conheci através do site.

“Uma mistura de Black Sabbath e Pink Floyd”, de fato, é uma declaração forte. A expectativa em relação ao som dos caras é BASTANTE alta. Logo de cara, você vê: as referências realmente estão lá.
Madhatter não foi a primeira música da banda que eu escutei, mas foi aquela que comecei a ver mesmo as influências citadas pelo Moacyr. Sendo a 1ª música do álbum Hex, de 2003, a faixa transborda Ozzy Osbourne.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=chnXjJaeemc[/youtube]

Continuei escutando a banda por dois motivos:
1º – Queria ver a parte Pink Floyd da banda (pago pau pro Pink);
2º – O som dos caras é bom. Realmente bom.

Autodeclarada uma banda de prog, a Bigelf bebe mesmo de grandes fontes do rock e foi na Burning Bridges, também do álbum Hex, que tive a sensação de Pink Floyd pela primeira vez:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=kIAT9SVuKAM[/youtube]

Fui passando pelos álbuns, escutando as faixas e procurando as influências de outros clássicos, mas foi na The Evils of Rock n’ Roll, do álbum Cheat the Gallows, de 2008, que encontrei a minha faixa favorita da banda.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=-fpkEsGMOHU[/youtube]

Essas situações de comparar com as bandas das antigas, por vezes, nos enchem de uma expectativa que estraga tudo. Porém, no caso da Bigelf, é legal ver traços tão marcantes de bandas clássicas – e que, pra falar a verdade, deveriam ser referências para quase todo mundo -, mas sem perder a identidade.

É um caso como o da Ghost, que já comentei aqui no CMM. A banda pega várias características fodas, dos grandes clássicos, e assimila ao seu som. Não temos a formação de novos estilos, mas a criação de sons originais a partir da mistura dos estilos antigos.

Misturando estilos clássicos e assemelhando-se às grandes bandas das antigas, a Bigelf consegue encontrar uma personalidade própria, marcar seu espaço e trazer mais do bom rock n’ roll.

Para quem se interessou pela banda, sugiro curtir, também, as faixas:
No Parachute
Blackball
Money, It’s Pure Evil
I, the Jury
Rock n’ Roll Contract

P.S Boa notícia: eles estão gravando novo álbum.

Let’s play PROG ROCK!

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