196848_4

PS: Post feito por Douglas Renner.

Prezados leitores, do melhor blog de rock e heavy metal das galáxias, de todos os tempos e de todos os universos, antes de iniciar a leitura, recomendo escutar o podcast #38, sobre a banda AC/DC. (Clique AQUI para ouvir)

Escutou? Depois desse momento de degustação sobre esse ícone do rock, vamos divagar sobre o álbum “Highway to hell”, um dos discos mais famosos da banda e do gênero.

Tudo começa no ano de 1978, quando o AC/DC estava colhendo os primeiros frutos no mercado internacional, resultado de discos como Dirty Deeds Dirt Done Cheap, Let There Be Rock e Powerage, este último lançado em maio daquele ano.

A banda já tinha alcançado a estabilidade na sua formação, com a entrada do baixista Cliff Williams (o qual está até hoje no grupo) e tinha pela frente um grande desafio, a consolidação de seu trabalho no principal mercado fonográfico do mundo, os Estados Unidos.

We re on the HIGHWAY TO HELL ACDC FTW _d3ad766a948c2340920e1c411582f072

Diante desse novo e grande obstáculo, o irmão George Young, que era um dos responsáveis pela produção dos trabalhos anteriores, seria substituído por um novo produtor, o encarregado para o próximo projeto foi Robert “Mutt” Lange. Esse novo elemento, participou de 3 memoráveis discos do AC/DC, e depois disso entrou para o hall dos grandes produtores da música.

Em fevereiro de 1979, a banda australiana volta para os estúdios e começa a gravar o Highway To Hell, que descreve exatamente esse grande desafio no mercado americano e as constantes tours da banda, por isso seria uma auto estrada para o inferno, como definido por Angus Young. Como nada é perfeito, diversas teorias e lendas surgiram em torno do álbum e da faixa título, o que pode ser conferido no podcast sobre satanismo (Clique AQUI para ouvir), que foi desmentido diversas vezes pelos músicos, mas que gerou grande visibilidade para o álbum lançado em 27 de junho de 1979.

O disco já começa a chamar a atenção pela icônica capa, onde aparecem todos os membros do AC/DC, sendo que o Angus aparece com chifres do capeta, segurando o rabo do tinhoso, algo muito polêmico para a época. Particularmente, o autor desse post acha fodástica essa imagem, é indubitavelmente uma das fotos mais famosas do rock, sendo que ver Angus Young tocando sua Gibson SG com chifres vermelhos acabou virando um dos momentos mais esperados dos shows do grupo.

(Bon Scott)

                    Bon-Scott-ACDC

Colocando o disco para tocar, o álbum começa de cara com a faixa homônima, com uma intro forte, uma música fácil e com um poder de impregnação impressionante na cabeça de qualquer rocker. É um grande desafio ouvir a música sem balançar a cabeça ou bater o pé, esse é um verdadeiro clássico da banda e do hard rock, onde Bon Scott está demais, como sempre.

“Girls Go Rhythm” tem um riff muito simples e uma letra que trata sobre os todos os atributos de uma mulher bonita, uma tema recorrente nas músicas da banda. Depois vem “Walk Over You”, que demora para acelerar, mas é perfeita para se ouvir na estrada, tem um riff um pouco menos acelerado que as anteriores, mas ainda assim é uma música interessante e que vale a pena curtir.

“Touch Too Much” é uma das minhas preferidas do disco, possui um riff simples, um refrão marcante (como todas as músicas da banda) e chama atenção os backing vocals de Malcolm Young e Cliff Williams que se encaixam muito bem no refrão com a voz esganiçada do Bon Scott.

“Beating Around the Bush” uma música no melhor estilo blues rock dos irmão Young encerra o lado A do álbum, seguindo com “Shot Down In Flames” que apesar de não ser um dos hits do álbum é altamente indicado para os fãs do hard rock “old school”.

(Bon Scott e Angus Young)

Bon_Scott_Angus_Young_Atlanta_Georg

A faixa “Get It Hot” é a menos empolgante do disco, talvez por isso seja a mais curta, entretanto, a banda se redime completamente com a clássica “If You Want Blood (You’ve Got It)”, onde o hard rock é executado magistralmente pelo grupo australiano. “Love Hungry Man” talvez seja uma das faixas mais “românticas” da banda, um compasso mais lento, uma letra que fala sobre os sentimentos de um homem por uma mulher.

Esse clássico termina com a porrada “Night Prowler”, uma música empolgante do início ao fim, também é uma das minhas preferidas do disco, onde o vocalista Bom Scott está fantástico e cada acorde te faz querer mexer o esqueleto e cantar junto. Essa faixa gerou muita polêmica quando o serial killer Richard Ramirez alegou se sentir influenciado pela música para cometer uma série de assassinatos.

O Highway to hell é o ultimo trabalho lançado pelo AC/DC com o vocalista Bon Scott, que iria falecer no ano seguinte, é também o álbum de maior sucesso com essa primeira formação e sua importância é gigante para o rock e a música. Para quem gosta de faixas rápidas, fortes e de grande qualidade, esse disco reúne tudo isso, com músicas que até hoje fazem parte do setlist dessa banda tão importante para o rock.

Aproveite-o sem moderação!

Clique AQUI para comprar o Highway To Hell no Seu Saraiva!

Let’s play HARD ROCK!