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PS: Post feito por Tanise Carvalho.

Aerosmith sem chuva não é Aerosmith. Pela segunda vez fui assistir o show da melhor banda do mundo (minha humilde opinião). Mas dessa vez era muita, muita chuva.

Pensei que dessa vez seria tranquilo, de acordo com os sets dos últimos shows e como já havia visto, a emoção não seria tanta. Grande, gigante engano.

No momento em que eles entraram no palco depois de uns 5 minutos de introdução na qual passava imagens de comerciais antigos, imagens da banda e pra finalizar o símbolo do Aerosmith se formando como se estivesse sendo desenhado, eles vieram quebrando tudo com “Draw The Line”,  cheguei a esquecer o fato de estar ao lado de uma criança e pulei loucamente.

O primeiro momento marcante foi em “Janie’s Got A Gun”, como é uma música popular do Aerosmith foi incrivelmente cantada por quase 40 mil pessoas presentes, todos de braços levantados, uma conexão impressionante de banda/público.

Aerosmith04

E o meu momento marcante veio com o solo de Mr. Joey Kramer, meu baterista favorito. Quando vi o solo de bateria dele ano passado fiquei doida, cheguei a me impressionar com os solos dos bateristas do Ozzy e do Whitesnake, mas Mr. Kramer novamente veio me mostrar o porquê de ser meu favorito. Assim como no ano passado Steven Tyler acompanha ele em uma parte do solo, nunca havia pensado que veria isso uma vez, quem dirá duas. O solo foi praticamente igual ao do ano passado, mas mesmo assim foi nesse momento que atingi o auge da minha emoção. Na sequencia foi tocada “Rag Doll” e com a emoção do solo, o choro foi tanto que até esqueci a letra. Ao contrario do ano passado, esse ano teve “Amazing” no setlist e essa foi a próxima música, emocionante Steven Tyler no meio da chuva cantando, e continuou assim em “What It Takes” que foi iniciada a capela com o público. Se não passei mal nessa sequência não passava mais, cheguei a pensar em ir pro final da pista e ouvir de lá, sentada, porque realmente estava muito emocionada, minhas pernas tremiam.

“Combination”, do álbum Rocks, foi uma grande e excelente surpresa, para fãs de Aerosmith, os “fãs da música do filme” ficaram com aquela cara de “WTF??”. Perry nos vocais enquanto Steven se não me engano, dava mais “uma ajudinha” para o Kramer na bateria. Para alegria de todos, já que São Paulo ao contrário de Porto Alegre ano passado não ouviu “I Don’t Want To Miss A Thing”, ela foi a próxima música. E a primeira parte do show encerra com o incrível solo do Tom Hamilton antes de executarem “Sweet Emotion”.

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Neste intervalo algumas imagens novamente eram exibidas nos três telões do meio, imagens de comerciais antigos, fotos da banda, capas de álbuns, vídeos antigos, foto de um jogo de futebol da Argentina que foi automaticamente vaiado, e então aparece Joe Perry dizendo que o show ainda não acabou, e Steven Tyler aparece também, mas não consegui entender nada porque a gritaria era demais, então por último aparece a bandeira do Brasil e a banda volta ao palco para cantar “Dream On”, neste momento minha amiga disse que a mulher ao meu lado me olhava com uma cara de apavorada achando que a qualquer segundo eu ia passar mal, bom devo concordar com ela, não é todo dia que se vê alguém agarrando a gola da camiseta com uma mão e a outra levantada dando socos no céu, cantando a música o mais alto que conseguia de olhos fechados. Após “Love In A Elevator”, “Walk This Away” encerra o show.

Não, estávamos todos enganados. Tyler começa a apresentar a banda e logo a seguir eles começam a voltar para os instrumentos, Tyler diz que já que os fãs pediram eles iam tocar ela. Onde eu estava era uma confusão de vozes pedindo “Jaded” e “Crazy”, não tinha ideia do que iria acontecer a seguir. Ele diz que a música não era executada havia anos, mas eles iriam fazer aquilo, então anunciam “Angel”. Ri, chorei, gritei, tive todas as reações possíveis naquele momento, “Angel” não era tocada desde 2005, e ali, naquela São Paulo chuvosa, atendendo aos pedidos dos fãs que estavam na pista VIP com cartazes pedindo, a banda inicia “Angel”. Perfeição total, não é a toa que digo que são a melhor banda do mundo. Então “Train Keep A-Rollin’” para encerrar o show após quase duas horas de pura magia.

Aerosmith-SP

Como havia dito no post sobre o show do Whitesnake e Judas Priest, o som da Arena Anhembi não é dos melhores, no show do Aerosmith como  estava na pista comum foi possível ouvir melhor. A banda estava muito bem, mas ao contrário do ano passado, que parecia que eu tinha colocado um CD pra tocar, percebi algumas falhas na voz do Steven, não que ele tenha desafinado, mas ele segurava a voz em algumas partes para que executasse o grito que havia na sequencia com perfeição.

Sai de lá com um sorriso no rosto, pernas tremendo, coração disparado, tive que sentar por uns 20 minutos no chão para me recuperar. Obrigada mais uma vez Aerosmith.

Let’s play ROCK!