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10 de setembro de 2011, São Paulo indecisa, um tempo com cara de que ia chover mas não chovia. Cheguei na Arena Anhembi por volta das 18h, pra achar o portão hein, puta que pariu que lugar gigante. Fiquei na quarta fila do lado esquerdo do palco, distância da grade pro palco era bem grande. Quando foi 19h59min a bandeira do Whitesnake começou a subir, que emoção. Pontualmente de acordo com meu celular 20h08min Dave Coverdale e Cia entram no palco.

As primeiras coisas que deu pra perceber foi a bateria muito alta e a voz muito baixa. Chegou até a afetar minha respiração o volume da bateria e eu nem conseguia ouvir a voz do Coverdale, mas isso mudou na segunda música.

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A guitarra do Reb Beach que estava bem na minha frente deu problema, na verdade as guitarras dele, porque durante umas 3 músicas ele teve que ficar saindo e trocando de guitarra, e não era de uma música pra outra, foi durante a música e pela cara do mesmo, eram problemas técnicos.

Tirando isso foi um show incrível, simples, só tinha a bandeira como acessório de palco. Depois que arrumaram o microfone do Dave, deu para ver que ele ainda continua incrível, quando ele cantou a capela Soldier of Fortune do Purple me arrepiei dos pés a cabeça. Brian Tichy que batera doido, o solo dele foi o mais legal que já vi, nunca tinha visto alguém jogar as baquetas tão alto, ele chegou a fazer malabarismo com os roadies, ele atirava sua baqueta muito alto e o roadie atirava de volta para ele, foi insano. Mesmo com o som ALTISSIMO da bateria, eu fiquei babando legal.

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A galera levantou tanto nas músicas antigas quanto nas músicas novas, mulherada dominou o show do Whitesnake, pelo menos onde eu estava. Coverdale era uma simpatia com o público, tinha um pessoal querendo jogar coisas no palco que era relativamente longe da grade, mesmo assim ele pediu para galera atirar, e até se esticou pra conseguir pegar os presentes, levando-os até o fundo do palco para guarda-los. Simplicidade e simpatia, o que a gente não vê com algumas pessoas que estão começando hoje em dia. Com Burn, cover do Deep Purple encerrou-se a apresentação, a banda sai do palco com We Wish You Well tocando no som. O show terminou as 21h27 minutos.

No momento que encerrou o show do Whitesnake era a mulherada saindo da grade e dando lugar a MUITOS senhores, com aquelas caras de motoqueiros, empurrando e invadindo a frente do palco. Em 30 segundos fui levada mais pro meio do povo do que imaginava. Com a experiência do show do Ozzy sai de perto e fui para lateral, queria assistir com tranquilidade mas isso foi até parar de tocar AC/DC e War Pigs do Sabbath começar bem alto as 22h06min quando todo mundo começou a tremer e eu me mandei de volta pro mesmo lugar que estava no show do Whitesnake, nem a pau ia ver Rob Halford de lado.

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Quando Rapid Fire começou a tocar e Mr. Halford soltou a voz, deu pra essa pobre moça presenciar ao vivo o porquê ele é o Deus do Metal, postura de palco e voz: IMPECÁVEIS. Destaque para o guitarrista Richie Faulkner, simpatia incrível com os fãs. Claro que a falta do grande KK foi sentida, mas Richie representou bem, tocou muito e sempre com sorriso no rosto, fez até coraçãozinho para a mulherada que estava se jogando pra ele.

O solo de guitarra foi incrível, começou com o mestre Gleen Tipton sozinho no palco, em seguida Richie se junta a ele e fazem um tipo de duelo, cada um de um lado do palco, quando se encontraram no meio começaram a tocar o mesmo solo, algo que nunca esquecerei.

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Ao contrário do show do Whitesnake a bateria do Judas Priest estava com volume mais controlado, e também era possível ouvir a voz do Halford perfeitamente. Fiquei 3 dias com Painkiller na cabeça, sonho que se tornou realidade. Breaking The Law que tocou antes foi um dos pontos mais altos do show, ninguém parava de pular. Tinha três senhores do meu lado, com seus cabelos brancos, pulando e se abraçando loucamente, ao olhar em seus olhos pareciam ter 15 anos de idade.

Cenário incrível, onde a cada parte do show era mudado cada símbolo que representou o Judas, em uma base que estava atrás da bateria. E claro a moto também não poderia faltar. No final do show o Gleen desceu do palco e foi cumprimentar a galera que estava mais a frente dele na grade. E depois que ele volta ao palco, a 00h24min o grande espetáculo se encerra.

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Ouvi dizer que foram 35 mil pessoas, muitas entraram depois do show do Whitesnake e muitos foram embora depois que esse acabou. Fãs das duas bandas como eu tiveram a sorte de presenciar esse encontro do Hard Rock com o Heavy Metal.

Post feito pela correspondente de eventos Tanise Carvalho.

Let’s play HEAVY METAL AND HARD ROCK!