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Neste ano, mais precisamente entre 23/09 e 02/10 o Brasil terá de volta o seu festival de rock mais conhecido internacionalmente, o Rock in Rio. Esta é a quarta edição do festival que nasceu em 1985, por iniciativa do empresário Ricardo Medina, que trouxe para o Rio de Janeiro os maiores nomes do rock’n roll nacional e mundial. Nessa época, as grandes bandas de rock internacional não saiam da Europa, América do Norte, Japão e Oceania, surgia assim, uma alternativa dos fãs sul-americanos e principalmente brasileiros, ficarem mais próximos dos seus ídolos. Na primeira edição, subiram na cidade do rock carioca bandas como Queen, Iron Maiden, Whitesnake, AC/DC, Scorpions, Ozzy Osbourne, Yes, James Taylor, além de representantes brasileiros como Paralamas do Sucesso, Kid Abelha, Erasmo Carlos, Rita Lee e por aí vai. Essa lineup, pode ser considerada uma verdadeira seleção do melhor que havia nos anos 80, uma constelação que lotaria em 2011 qualquer estádio em nosso país.

(Barão Vermelho no Rock In Rio)

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(Queen no Rock In Rio)

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Na segunda edição do festival, realizada em 1991, o evento foi realizado no estádio do Maracanã e já demonstrava a tendência em deixar o maior festival de rock da América do Sul com uma cara mais pop. Roberto Medina consegue a façanha de fazer bandas como Guns N’Roses, Billy Idol, Judas Priest, Queensrÿche, Sepultura, Megadeth, Santana, Lobão, Capital Inicial e Nenhum de Nós, dividirem o palco com Prince, A-ha, Run-DMC, George Michael, Elba Ramalho e o New Kids on the Block.

(Slash, guitarrista do Guns’N Roses no Rock in Rio 1991)

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(New Kids on the Block)

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(Estrutura do Maracanã para o segundo Rock in Rio)

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A terceira edição demoraria 10 anos para acontecer, em 2001, o Rock in Rio traz ainda mais artistas pop, nomes como Daniela Mercury, N’Sync, Sandy & Júnior, Britney Spears e Aaron Carter estavam ao lado de Rob Halford, Oasis, Guns N’Roses, Iron Maiden, Red Hot Chilli Peppers, Capital Inicial, Barão Vermelho e Engenheiros do Hawaii. Aqui vale a pena deixar claro, na minha humilde opinião, se em 1991 o Restart da época (New Kids on the Block) era uma das principais atrações do evento, não poderíamos pensar que seria impossível ver um N’Sync ou Sandy & Júnior no “Rock” in Rio de 2001. Sem dúvidas a vaca foi para o brejo, mas como está escrito nas escrituras sagradas das leis de Murphy, nada está tão ruim que não possa ficar ainda pior. Seguindo essa linha de raciocínio, o dono da marca Rock in Rio, Roberto Medina, decidiu internacionalizar o evento, levando-o em 2004 para Lisboa. Como se não bastasse um “Rock in Rio” na capital portuguesa, ainda tivemos edições em Madrid com artistas cada vez menos rock e mais pop.

(Britney Spears no palco do Rock in Rio 2001)

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(O Iron Maiden gravou um Dvd no show do Rock in Rio 2001)

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A proposta do festival, sem dúvidas, não é parar no tempo, ou ainda, ficar como um evento que reúna apenas artistas de um segmento da música, nesse caso o rock. São louváveis as iniciativas de abrir espaço para novas bandas, novos gêneros, mas não se admite que um festival que foge completamente da premissa que leva em seu próprio seu nome ROCK in Rio. Utilize de seu pensamento crítico e tente conceber um desfile de carnaval com os dizeres ‘sábado e domingo desfile das escolas de samba, na segunda a Apoteose terá apresentações de grupos gospel e na terça-feira julgamento e show de encerramento com Hermeto Paschoal’. O pensamento parece confuso, mas imagine que no Rock in Rio 2011, de 23/09 a 02/10, teremos no mesmo dia, no mesmo palco os Paralamas do Sucesso e mais tarde Claudia Leitte e Rihanna. Pode ser ainda mais difícil dizer que Nx Zero tocam no sábado e no domingo se apresentam Motorhead e Metallica.

(Motörhead será uma das bandas na noite em que se apresentará o Metallica)

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PS: Esse post foi criação de Douglas Renner.

Let’s play ROCK!