Silverchair: 15 anos de Neon Ballroom

Por Cassiano Becker.

Os anos 90 foram responsáveis por muitas das maiores bizarrices da história
da humanidade. Cabelos bizarros, roupas bizarras e aqueles filmes bizarros
que seriam eternizados na Sessão da Tarde. Mas os anos 90 também tiveram
coisas interessantes. Quando chegava ao seu fim, a década ainda teve um
último suspiro de genialidade.

Emotion Sickness: porrada com toque de arte.

 

O movimento grunge já era um cadáver há muito falecido, mas a última grande
cena rock n’ roll inspiraria outros. Em 8 de março de 1999, o Silverchair lança
seu 3º trabalho. 3º com cara de 1º. O próprio vocalista Daniel Johns descreve
os discos anteriores como “a banda da época do colégio”. Afinal, eles tinham
entre 14 e 16 nos 2 primeiros.

Já Neon Ballroom dava cara de homens crescidos e banda madura. A angústia
adolescente se destilou em cinismo. Músicas encorpadas de rebeldia com
causa. Anorexia, distúrbios alimentares, direitos dos animais, depressão e
toda aquela gama de temas manjados aparecem no álbum. Porém, aparecem
na qualidade de músicos que sabem onde querem chegar. E sabem como
chegar lá

Anthem for the Year 2000: para adolescentes de qualquer época.

 

Eram outros tempos. Tempos em que as MTVs da vida passavam rock n’ roll à
toda. E eram os seus tops que mostravam o sucesso comercial de Neon Ballroom.
Era ligar a TV e ver os clipes de Anthem for the Year 2000, Ana’s Song,
Miss You Love e Emotion Sickness. Reflexo de um trabalho que ultrapassou a
marca de 2 milhões de cópias vendidas.

Miss You Love: a baladinha.

 

Neon Ballroom tem a revolta e o peso de sua inspiração grunge. Mais que isso,
apresenta elementos eletrônicos e experimentos que fariam o Silverchair ser
sinônimo de música boa no início do novo século.
Diferente da década que encerra, Neon Ballroom é bom do início ao fim. Sem
hiatos ou pormenores. Clássico.

PodCast #139 – Bebendo Com As Divas Nº1 (Cabelos)

Para ouvir online basta dar play, para fazer o Download, clique com o botão direito do mouse em “Download” e vá em “Salvar Link Como”.

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No 139º episódio do Podcast mais Rock’n Roll da internets as 3 divas do Crazy Metal Mind, Rômulo Metal, Daniel Iserhard e Paolla Dias estream um novo formato de podcast, o Bebendo Com As Divas, onde os 3 sobre o efeito de muito alcool batem um papo divertido sobre algum assunto aleatório do Rock N’ Roll, no episódio Nº1 o assunto foi cabelos compridos.

Duração: 57 minutos.

Arte da Vitrine: Talles Garcia.

Trilha sonora do podcast (na ordem):

*Poison – I Want Action
*New York Dolls – Personality Crisis
*Sweet – Little Willy
*Manowar – Die For Metal
*Helloween – Livin’ Ain’t No Crime
*David Bowie – Heroes
*Matanza – Rio de Whisky
*The Devil Makes Three – Old Number Seven
*Thin Lizzy – Don’t Believe A Word

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Por que The Heavy é Incrível

Por Thiago Mendes.

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Imagine uma banda que mistura hard rock, soul e rhythm and blues clássico. Adicione um groove presente nos melhores funks americanos dos anos 70 e, para completar use um vocal vigoroso no melhor estilo James Brown. Isso é The Heavy!

The Heavy é uma banda inglesa que mistura tudo isso em uma salada de hard-rock-neo-soul. O resultado é uma sonoridade vigorosa que ainda incorpora elementos de jazz e samples dos mais diversos.

Há uns meses, comecei a assistir uma série de TV chamada Strike Back, produzida pelo canal Cinemax e pela Left Bank Pictures. A primeira coisa que me chamou a atenção foi a trilha de abertura dos episódios, então fui atrás para saber quem a tocava.

Descobri que a música se chamava Short Change Hero. Então, resolvi descobrir o que mais o Heavy tinha para me oferecer. Surpreendentemente, a música que me chamou atenção era mediana, se comparada com o resto do trabalho da banda.

Formada em 1998, por Kelvin Swaby (Vocais), Dan Taylor (Guitarra), Spencer Page (Baixo) and Chris Ellul (Bateria), somente em 2007 apareceu ao público com o single That Kind of Man. Logo de cara já disse à que veio: That Kind of Man é uma mistura de hard rock, soul e funk que impressiona pela qualidade.

No final deste mesmo ano, depois de assinar com a gravadora Counter Records, o Heavy lança seu primeiro álbum. Great Vengeance and Furious Fire, dá uma impressionante demonstração de qualidade sonora em todos os aspectos. Além do single That Kind of Man, que abre o álbum, as faixas vão revisitando de forma brilhante aspectos clássicos como os riffs de Hendrix (inspiração evidente em You Don’t Know, a faixa número 4) ou o baixo clássico de jazz (como em Brukpocket Lament).

 

 

Em 2009, chega o segundo álbum, The House That Dirt Built, que mantém o altíssimo padrão de qualidade da banda. Destaque para, além de Short Change Hero, Oh no! Not you again!, um rock com uma pegada mais atual, How You Like Me Now, um soul que faria qualquer fã de James Brown ter um orgasmo, e No Time, um rock com uma bela pitada de funk.

Com o terceiro álbum, The Glorious Dead, de 2012, é possível perceber uma atenção ainda maior ao acabamento e os arranjos das composições. No geral, o álbum impressiona um pouco menos. No entanto, pérolas como What Makes a Good Man e Same Ol’ são, provavelmente, as duas melhores composições da banda. O álbum ainda tem Don’t Say Nothing, que impressiona bastante.

 

 

Pra você que gosta de clássicos repletos de personalidade e, infelizmente, suas bandas prediletas terminaram, The Heavy merece uma audição cuidadosa. Totalmente recomendado!

PodCast #138 – Red Hot Chili Peppers

Para ouvir online basta dar play, para fazer o Download, clique com o botão direito do mouse em “Download” e vá em “Salvar Link Como”.

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No 138º episódio do Podcast mais Rock’n Roll da internets, Metal, Daniel e Henrique Machado (Troca o Disco) batem um papo sobre toda a carreira do Red Hot Chili Peppers.

Duração: 78 minutos.

Arte da Vitrine: Rômulo Konzen.

Comentado durante o podcast:

Troca o Disco.

Trilha sonora do podcast (na ordem):

*Red Hot Chili Peppers – Can’t Stop
*Red Hot Chili Peppers – Higher Ground
*Red Hot Chili Peppers – Fight Like A Brave
*Red Hot Chili Peppers – Give It Away
*Red Hot Chili Peppers – By The Way
*Red Hot Chili Peppers – Otherside
*Red Hot Chili Peppers – Snow
*Red Hot Chili Peppers – Save The Population
*Red Hot Chili Peppers – Californication
*Red Hot Chili Peppers – Scar Tissue
*Red Hot Chili Peppers – Breaking The Girl

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Guns N’ Roses em Porto Alegre – 2014

 

Por Daniel Iserhard.

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Há uma semana atrás acontecia o segundo show do Guns N’ Roses em Porto Alegre, 4 anos depois do primeiro.

Sendo eu como sou, JAMAIS deixaria de presenciar o show da minha banda preferida (até hoje) e com o cara que foi minha maior influência pra entrar no SUBMUNDO da música: Sr. Axl Rose, também conhecido como William Bailey ou Leôncio.

O mais chocante de tudo é que o show dessa vez foi ainda melhor que o de 2010. O que pode se ver no palco foi um Axl Rose simpático e feliz com o que estava fazendo. A crítica fica por conta do lugar, que era fechado.

Em 2010 o show havia ocorrido no estacionamento da FIERGS, um espaço gigantesco, onde também ocorreria, um ano depois, o show do Aerosmith.

Esse ano a produtora não se garantiu e resolveu vender o show dentro do pavilhão, um espaço infinitamente menor e, como a maioria dos pavilhões mundo afora, tem o problema sério de reverberação excessiva.

Mas enfim, não vim pra comentar a questão técnica.

Os amigos leitores desse blog podem dizer, choramingar, espernear: “Mas esse não é o Guns, é a banda do Axl”.

SIM AMIGOS, mas o Guns não existe sem Axl Rose, o mundo gunner sempre girou, como Axl previu, em volta dele. E ele enche o lugar que tocar. Aliás, o amigo espertalhão tratou de montar uma banda com a cara do Guns antigo. Um guitarrista carismático com uma cartolinha remendada e que corre o tempo todo pra lá e pra cá, que interagiu com a galera, desceu do palco, correu pelo meio do povo (alguém lembra do famoso show de Tóquio ‘92?).

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Na volta, ao tentar subir no palco pela ponta, foi confundido com um fã (????) pelo segurança e no melhor estilo gunner, ao ser puxado pelo supracitado, desferiu 2 socos na cara do pobre homem. E voltou pra tocar. Pra quem ainda não conhece, apresento DJ Ashba.

O baixista é o cara que curte punk rock e que, nos shows, canta covers de punks famosos. Alguém viu Tommy Stinson e lembrou do Duff? Eu sim.

A conta só não fecha porque o batera Frank Ferrer em nada lembra nenhum dos anteriores e há um guitarrista a mais, que eu chamo de Ron "Bumblefoot" Thal, porque ele foge dos padrões antigos e é um segundo “solista”, a metade do Slash que tocava a guitarra double neck, marca registrada do Bumblefoot. Por sinal, foi o cara que arrancou aplausos da galera ao tocar o “tema da vitória” do Ayrton Senna, num arranjo muito louco.

A banda tem na guitarra base o Richard Fortus, a cara, a discrição e o jeito do Izzy. Pra finalizar, o tecladista ainda é o mesmo dos Illusion, o indefectível Dizzy Reed. A banda ainda conta com Chris Pitman nos teclados.

O show começou, como tem sido sempre, com Chinese Democracy, música do último e homônimo álbum. Pra não deixar a galera desanimar (porque sempre tem as múmias que vão pra ouvir “sweet child o’mine e mal conhecem as outras).

Em seguida, começa o riff de Welcome to the Jungle e o pavilhão TREME pela primeira vez. O público fica LOUCO, aproveitando que o calor ainda não tinha ficado infernal (outro problema dos lugares fechados). O show seguiu com mais 2 músicas do Appetite: It’s so Easy e Mr. Brownstone.

A quinta música era uma das mais esperadas e que não havia ainda entrado em outras turnês do novo Guns: ESTRANGED. Sou suspeitíssimo pra falar porque é minha música preferida de todos os tempos e ver o sr. Axl cantar ela ali, na minha frente, foi bastante emocionante. Quando olhei em volta e vi o pessoal chorando, vi que a emoção era generalizada. Alguns (eu) já sabiam que ela viria e seria a quinta, mas pra muitos que não conhecem o GOOGLE, foi uma surpresa. A melhor surpresa que o Guns poderia ter mostrado pros fãs. Foi o grande momento, sem dúvida.

O show seguiu com Rocket Queen, Better, Used to Love her e, nova surpresa: Nice Boys, música da banda Rose Tattoo (isso também muita gente não sabe) e que está no segundo álbum do Guns, o GN’R Lies . O mais incrível é que a voz nova do Axl encaixou perfeitamente nessa música, como as novas costumam encaixar.

Na sequência veio Live and Let Die, This I Love e Holidays in the Sun, cover de Sex Pistols e, obviamente, interpretada pelo Tommy Stinson.

Pra levantar a galera de novo, depois do descanso, Axl volta arrebentando tudo com You Could Be Mine, pra logo depois emendar a música pras moças de vestido curto, salto alto e sem noção: Sweet Chil O’ Mine. Outro momento em que os casais se beijavam e o povo cantava em uníssono e alto, muito alto.

Mais uma jamzinha do pessoal da banda e surgem os roadies carregando o piano. Já se anunciava November Rain, um clássico absoluto e que sempre está presente nos shows. No clima de baladinha e pra fechar a trilogia, vem Don’t Cry. Mais um povo chorando e o refrão cantado por sabe-se lá quantas mil pessoas.

A essa altura, do meu lado já tinha caído a primeira vítima do calor. Pra dar uma acalmada no povo vieram duas do Chinese: Catcher In The Rye e Shackler’s Revenge. Na primeira, Axl, sendo Axl, xinga um segurança, dizendo pra deixar quieto lá embaixo porque estava tudo bem. Esse foi o segundo momento axlroseano. O primeiro foi no começo do show, quando Axl parou uma música pra reclamar do retorno, prontamente arrumado, antes que um microfone pudesse voar. Ao contrário do antigo Rose, como comentei no início, o humor do cara estava ótimo. Logo pediu desculpar pela interrupção e recomeçou a música, o que aliviou muita gente, porque o histórico dele não dá espaço pra tranquilidade quando ele para um show no meio.

O show fecharia com Nightrain, outro clássico do Appetite, antes do bis. Nesse momento do calor, Axl mostrando mais da sua simpatia, jogou vários copos d’água pra galera que passava um calor já infernal.

O esperado bis veio com outros dois clássicos. Quando os guitarristas chegaram com violões fazendo uma jam, já sabíamos que era Patience, “a música do assobio”, como dizem os mais incautos.

Pra finalizar, não podia ser outra que não Paradise City, momento em que a FIERGS tremeu como em Welcome To The Jungle. A música, que já tem pegada, contou com a correria da banda pelo palco, com o público pulando o tempo inteiro e com canhões de papel picado e gelo seco. O final apoteótico que um show do Guns N’ Roses merece que ainda teve como cereja do bolo, o microfone atirado pelo Lêoncio pra galera.

Desafio UMA PESSOA que tenha ido ao show, dizer que não curtiu MUITO. A propósito: viúvas do Slash, não me incomodem.

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