10 Músicas Para Conhecer o Rock Gaúcho

Por Rômulo Metal.

E aí headbangers, hippies, grunges, punks, góticos e pessoas de merda que leem essa bagaça! Estou aqui novamente para uma lista, mas dessa vez de Rock Gaúcho. Como a maioria de nossos leitores são de outros estados, achei importante apresentar aos rockers desse Brasilzão, algumas perolas e clássicos do rock que temos aqui no sul.

Acho importante deixar claro que Rock Gaúcho não é um gênero musical, é apenas uma referencia geográfica, postarei bandas de diferentes gêneros e estilos. E também não postarei bandas pequenas, undergrounds, neste post serão apenas clássicos e bandas grandes daqui dos pampas, porém que não são conhecidas no grande mainstream. Por isso apesar de ser uma de minhas bandas favoritas, Engenheiros do Hawaii não estará na lista, assim como Nenhum de Nós e Tequila Baby, pois são bandas relativamente conhecidas pelos demais estados.

PS: Caso a descrição que fiz da banda, não feche muito com a música postada, é porque estou postando a música mais famosa, o que nem sempre é o som que a banda faz com mais frequência.

1 – Graforréia Xilarmônica – Amigo Punk:

Comecei pela Graforréia, pois ela compôs o maior hino do Rock Gaúcho. TODO rockeiro aqui do Rio Grande do Sul sabe cantar Amigo Punk. Se você tem um amigo gaúcho que curte rock, e ele não conhece Amigo Punk, ele vive em outro planeta. É sem duvidas o maior clássico gaúcho.

 

2 – TNT – Cachorro Louco:

Com um rock adolescente e dançante, e algumas baladas geniais, o TNT junto com Os Cascavelletes formam a dupla de bandas mais clássicas do Rock Gaúcho.

 

3 – Os Cascavelletes – Sob Um Céu de Blues:

Como disse antes, uma das mais clássicas daqui. Os Cascavelletes em sua maioria tem letras divertidas falando sobre sexo, mulheres e muita putaria, com um Rock’n Roll no estilo dos anos 60, dando uma flertada com o psicodélico as vezes. Sob Um Céu de Blues é a mais famosa deles (por isso escolhi ela), mas em geral eles não fazem muitas baladas. Quer conhecer mais, confere o post que fiz só sobre a banda CLICANDO AQUI.

 

4 – Wander Wildner – Bebendo Vinho:

Wander é um ícone do Rock Sulista, praticamente criou um gênero novo para definir seu som, o Punk Brega, que é uma mistura no MINIMO interessante. Mas sou suspeito pra falar, Wander Wildner é um dos maiores ídolos do autor deste post.

 

5 – Bandaliera – Campo Minado:

A Bandaliera faz parte da cultura do Rio Grande do Sul. Com um rock muito influenciado com o Blues, e com os vocais da lenda Alemão Ronaldo, é uma das melhores bandas que os gaúchos já tiveram.

 

6 – Alemão Ronaldo – Me Leva Pra Casa:

Após 23 anos de Bandaliera, o dinossauro do Rock Gaúcho, Alemão Ronaldo partiu pra carreira solo, e apesar de ter ficado mais pop, continuou com músicas incríveis.

7 – Júpiter Maçã – Lugar Do Caralho:

O vocalista do Os Cascavelletes, Flávio Basso, também partiu pra carreira solo, e com uma pegada muito lisérgica e psicodélica, é o Syd Barrett dos pampas. Lugar Do Caralho é outro de nossos HINOS, em qualquer bar que toque, é cantada em UNÍSSONO.

 

8 – Rosa Tattooada – O Inferno Vai Ter Que Esperar:

Uma das melhores bandas de Hard Rock que não só o Rio Grande do Sul, mas o Brasil, já teve.

9 – Frank Jorge – Obsessão Anos 60:

Cá estamos com mais uma carreira solo, porém, eu particularmente, acho o trabalho solo do Frank, melhor do que a Graforréia Xilarmônica. Um mistura de Rock dos anos 50 com Surf Music, e letras muito bacanas.

 

10 – Charles Master – Na Minha:

Ex vocalista do TNT. Sim, to colocando muitas carreiras solos, porém os caras tinham bandas incríveis, saíram, e continuaram com trabalhos maravilhosos, não tenho culpa.

 

Espero ter ajudado e que tenham gostado de pelo menos algumas dessas bandas. Agora por favor, façam o contrario! Enviem para o CMM, ali no “Fale Conosco”, nos comentários aqui do post, ou na fanpage, as bandas clássicas do seu estado e que o Brasil inteiro deveria conhecer!

Let’s play ROCK GAÚCHO!

PodCast #91 – Qual é o Gênero?

Para ouvir online basta dar play, para fazer o Download, clique com o botão direito do mouse em “Download” e vá em “Salvar Link Como”.

Vitrine Podcast Genero

No 91º episódio do Podcast mais Rock’n Roll da internets, Metal, Daniel, Cassiano, Douglas e Murilo, batem um papo sobre rótulos e gêneros. Discutem o que define cada gênero e a importância do mesmo. Decida qual é o gênero do The Doors. Conheça o Metal Alternativo. E fique por dentro da confusão do mundo dos rótulos musicais.

Duração: 49 minutos.

Arte da Vitrine: Rômulo Konzen.

Trilha sonora do podcast (na ordem):

*Ted Nugent – Rock and Roll Hoochi
*The Who – I Can’t Explain
*Anvil – School Love
*Iggy Pop – Lust For Life
*Queen – Killer Queen
*Midnight Oil – Beds Are Burning
*Judas Priest – Metal Gods

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As idas e vindas do rock.

Por Thiago Mendes.

Sempre escuto frases feitas do tipo “não se faz mais música boa!” ou “esse sertanejo universitário é uma praga”. Como acadêmico envolvido com música, não posso simplesmente gostar só de rock e ignorar o mundo (mesmo que me permita momentos nada acadêmicos de puro hard rock). Digo isso por que sou obrigado a observar a música como um fenômeno social que denuncia o contexto e que, evidentemente, não é sempre favorável ao bom e velho rock.

Mas porra (e isso não foi nada acadêmico mesmo), o cenário atual de música mandou o rock pra bem depois do underground. Não o poprock, que de fato é mais pop do que rock, mas o rock de verdade em todas as suas vertentes. E agora?

Na boa, isso é fase, vai passar, mas não vai ser igual e é bem fácil de provar. Quer ver?

Quando o sr. Bill Halley e os seu Aerolitos resolveu tocar rock ao redor do relógio, e esse tal de rock’n roll viralizou, ninguém fazia a menor ideia de que esse novo ritmo se tornaria um grande apanhado de gêneros, se reinventando e se adaptando. A segunda metade da década de 50 e a década de 60 foram de total hegemonia do rock. Certo?

(Bill Haley and His Comets)

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Começando pelos clássicos, Little Richard, Elvis, Chuck Berry e indo até o Ritchie Vallens com aquela coisa grudenta do “La Bamba”, só se ouvia Rock N’ Roll, e música negra no mainstream. Por música negra, me refiro ao tripé Rhythm N’ Blues, Soul e Funk (não o carioca, por favor). Essa era a época onde a Tina ainda levava uns boxes do Ike e não existia lei Maria da Penha.

A lógica de “Underground” não ocorria nos anos 50 e nos 60 rola a mesma coisa. Hendrix, Janis, The Doors, Beatles, Stones, Clapton, Creedence e por aí vaí. Isso era estupidamente mainstream. Em 1968, no auge do anos 60 nos States e na Inglaterra, vimos explodir o rock e surgir uma série de bandas que seriam ícones, como Deep Purple e Led.

(Eric Clapton)

clapton

Que tempo bom que não volta nunca mais, é isso? Desse jeito é.

Sistematicamente, o rock passou de elemento cultural da contracultura (ou seja, sou jovem, rebelde e quero chocar, de uma forma não galinácea nesse último) para principal expoente da cultura popular jovem desse período.

No final dos anos 60, todo bunda mole ouvia rock.

Nos anos 70, o movimento Disco, que aparece como a outra coisinha exótica do momento iria roubar o mainstream do rock. Pra piorar, nos anos 80 o pop seguiu o embalo e atirou o rock mais pro underground. Por 20 anos, rock foi coisa de maconheiro, de gente suja, de chinelo. Por que o mainstream estava usando polainas ou calças bocas-de-sino e chacoalhando o esqueleto. Até o Kiss meio que entrou nessa porra toda.

Nos últimos anos o rock ensaiou uma volta ao mainstream. Grunge nos anos 90, o rock moderninho do White Stripes, Arctic Monkey e Franz Ferdinand nos 2000, e por aí vai. O único subgênero de rock que acaba por sobreviver é o poprock que, como falei, é mais pop do que rock na sua grande maioria. O que não significa que é ruim. Mesmo os mais psicopatas do rock (exceto os do black metal norueguês, esses não sabem brincar), admitem que o U2, por exemplo, é uma banda que não pode ser chineleada. Eu acho U2 foda, mesmo sendo ultrapop.

(U2)

u2-in-concert

Penso que hoje o rock nunca esteve tão longe do mainstream. Salvo algumas coisas legais como Ghost (Não! Avenged Sevenfold não é legal!), e Chicken Foot, há muito pouco de novo com a qualidade necessária pra manter meu interesse. E além de tudo, está underground pra caralho.

Na boa. Futurologia é uma coisa bem inexata. Mesmo assim, olhando esses ciclos de “puxa e empurra” do rock nos últimos 40 anos, e entendendo os seus por quês, arrisco dizer que estamos no silêncio que precede o esporro.

Acho, e quero muito achar, que o rock vai voltar com tudo em um futuro não muito distante.

Por que Lek lek lek é a puta que os pariu.

Let’s play ROCK!

PodCast #90 – Metallica – St. Anger

Para ouvir online basta dar play, para fazer o Download, clique com o botão direito do mouse em “Download” e vá em “Salvar Link Como”.

Vitrine Podcast St Anger

No 90º episódio do Podcast mais Rock’n Roll da internets, Metal, Daniel, Murilo e Cassiano, batem um papo sobre o maravilhoso álbum do Metallica St. Anger. Fazem uma analise geral de toda a obra, pontuando todas suas genialidades. Aprenda a tocar bateria com um jogo de panelas. Descubra como não tratar um baixista. E veja a maior crise de identidade do Heavy Metal.

Duração: 42 minutos.

Arte da Vitrine: Rômulo Konzen.

Clique AQUI para comprar o álbum St. Anger no Seu Saraiva!

Comentado durante o podcast:

Lars mostrando a diferença da bateria do St. Anger.

Trilha sonora do podcast (na ordem):

*Metallica – Some Kind Of Monster
*Metallica – Frantic
*Metallica – St. Anger
*Metallica – Shoot Me Again
*Metallica – The Unnamed Feeling
*Metallica – Invisible Kid

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Vivienne Westwood – Vestindo um Movimento.

Por Paolla Dias.

Vamos falar de Moda e Rock?

Primeiro post da resistência feminina aqui nesse site comandado por homens e pretendo mostrar que Rock não é só pro seu namorado! Vim para agregar conteúdo de moda, bom gosto, dicas, curiosidades, glamour (Ops! Glamour deixo pro Rômulo Metal…) entre outras coisas que queiram saber!

Vou começar me apresentando: me chamo Paolla (mas podem me chamar de Lola) e estou cursando o 6º semestre de Bacharelado em Moda. Ok, não vou passar meu currículo aqui, mas caso tenham interesse. Peçam. Conheci o Rômulo (Metal) há um tempinho e entre nossas conversas sobre bandas, rock, história e xingamentos, rolou o convite para começar a escrever sobre moda no site e aqui estou!

Mas vamos ao que interessa: conhece Sex Pistols? Malcolm McLaren? Visual Punk? E a estilista Vivienne Westwood? Não estão entendendo ou fazendo relação, né? Por isso resolvi fazer meu primeiro post sobre ela, a mãe dos punks (polêêêmica), amada e odiada por muitos!

FOTO 1 VIVIENNE

“A única razão pela qual estou na moda, é para destruir a palavra conformismo.”

Vivienne Isabel Swire nasceu em 8 de abril de 1941 na Inglaterra, filha de mãe tecelã e pai sapateiro, sua família era bastante modesta. Casou-se e teve seu primeiro filho cedo, com Derek Westwood. Cursou um período na Harrow School of Art, deu aula de inglês, trabalhou um tempo com prata, era uma típica “mãe de família”. Mas isso muda no final dos anos 60, talvez influenciada pelo clima rebelde e liberal da época. Vivienne chuta o pau da barraca, termina seu casamento e inicia uma vida completamente nova, com muita polêmica e ousadia!

E foi aqui, meus amigos, que ela conheceu Malcolm McLaren, aquele crítico do movimento Flower Power, o qual considerava um movimento sem sentido e comercial (que ironia, não?). Tornou-se rapidamente seu marido e pai de seu segundo filho. Sua primeira loja chamada “Let It Rock” foi fundada em 1971, era localizada no número 430 da Kings Road. Lá, eles vendiam objetos e roupas que remetiam aos anos 50 e o rock and roll original da época.

foto 2 Vivienne

Em 1972 os interesses se voltaram para roupas de motociclista, zíperes e couro. A loja teve como ‘símbolo’ uma caveira e ossos cruzados, e foi renomeada: Too Fast to Live, Too Young to Die.  Westwood e McLaren também começaram a desenhar T-shirts (totalmente Do it yourself – faça você mesmo) com mensagens provocativas que levaram à sua acusação sob as leis de obscenidade, e assim acabaram tendo de renomear a loja novamente. Em 1974 a loja foi rebatizada para Sex e ficou conhecida na época como ‘o contrário de qualquer outra coisa acontecendo na Inglaterra‘.

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FOTO 3

Em 1976, God Save the Queen do Sex Pistols (banda percursora do movimento Punk na Inglaterra) alcança o topo das paradas musicais, gerido pelo McLaren. Nessa mesma época a loja apresentava roupas com rasgos, tachas, estampas irreverentes, alças e fechos de fetichismo sexual obscuro como moda, inspirando uma estética DIY. A banda vestia criações de Westwood, que logo se tornou um estrondoso sucesso, a mídia chamou isso de “Punk Rock”.

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Com o tempo, o colapso dos Sex Pistols e a absorção do Punk para o popular deixaram Westwood desencantada. Assim como a moda e o próprio movimento foi perdendo força.

Em 1980, a loja foi reformada e rebatizada para World’s End, nome que permanece atualmente. Nesse mesmo período Vivienne e McLaren se divorciaram e ela criou sua própria marca que leva seu nome, Vivienne Westwood, a qual cuida até hoje.

Suas criações ainda apresentam referências a esse universo, sempre cria roupas com motivos políticos, critica social ou temas eróticos, com muito preto, vermelho, couro, correntes, rasgos, entre outros. Nunca deixou de ser excêntrica, provocadora e irreverente, nem de mesclar a cultura jovem com o tradicionalismo (típico de ingleses). Seu público também foi crescendo e mudando, assim como o próprio punk. No inicio ela atendia a periferia londrina e com o tempo foi alcançando classe média e classe alta, pessoas de espirito jovem, mas principalmente, quem busca uma maneira de liberdade de expressão.

Enfim…

Agora já conseguem relacionar a Vivienne ao movimento e ao que usamos hoje em dia? Graças a essa mulher que vocês, principalmente quem adota esse visual, usam essas camisetinhas aí engraçadinhas, roupas com tachas, customizadas, com rasgos e etc..etc.. Que vergonha não conhecerem ela. Sem mim, só com esses machos aqui do site vocês estariam perdidos!

Dúvidas, sugestões, críticas, pedidos de conteúdos a serem escritos serão aceitos! Mas sem mimimis nos comentários se não rola chinelada, já aviso!

Até a próxima !

Let’s play PUNK ROCK”!

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